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The Cloverfield Paradox - CRÍTICA

Pegue Invocação do Mal, misture com Alien, Vida, Interestelar e não chegue a lugar nenhum

Cloverfield de 2008 chegou aos cinemas sem muitas informações sobre sua história, personagens, e o que se sabia era que se tratava de um filme de monstro. Ok, monstro correndo por Nova York, o auge do estilo "Câmera na Mão". Foi um sucesso? Sim! 
2016, Rua Cloverfield 10 estreia, sem muito alarde, trazendo a história de uma jovem que se vê presa em um abrigo subterrâneo com dois desconhecidos. Tudo indicava que, apesar do nome, se tratava de uma história parte da antologia que seria criada.
Em 2018, The Cloverfield Paradox é lançado, com um trailer que traz como premissa para trama as respostas que tanto permeavam a cabeça de todos há dez anos atrás. Marketing errado para um filme que não sabe ao certo o que quer fazer!

Um grupo de astronautas de diversos países está em missão em uma estação espacial para testar um acelerador de partículas, capaz de trazer o que é necessário para restaurar as reservas da Terra que está a beira de mais uma guerra. Mas algo dá errado! A equipe se vê envolta a mistérios e situações que desafiam a lógica, principalmente ao saberem que não estão na orbita do nosso planeta.

Julius Onah é o típico de diretor que não sabe ao certo o que fazer com a narrativa, mas sabe como controlar uma câmera quando é necessário. Seus takes percorrem bem o interior da estação, mostrando a grandiosidade, a tecnologia, criando uma sensação claustrofóbica e estranha, que é necessária para esse tipo de produção. Utiliza bem os efeitos visuais com um certo estilo e isso gera boas sequências que vão do suspense ao terror.

Entretanto o fato de não saber ao certo o que fazer com a história a ser contada, prejudica toda e qualquer possibilidade dos elogios continuarem para quem está dirigindo. Em nenhum momento o risco da missão é verdadeiramente exposto, tão pouco o que está de fato acontecendo na Terra. As informações são recortadas e quando alguém tem vontade de juntar tudo para mostrar ao público, novamente mais recortes surgem, soando como uma obrigatoriedade em permanecer o mistério. Porém, o marketing disse que haveriam respostas! 

Logicamente, quando falamos de ficção científica, ficar sem os desfechos para alguns mistérios são aceitáveis, entretanto, o roteiro não se preocupa em sequer preparar o público para algo do gênero e quando entrega alguma resolução, é pobre, incoerente, vazio. Por mais que haja um esforço para homenagear grandes clássicos, como Alien - O Oitavo passageiro, a película não sabe ao certo se quer perambular pelo caminho do horror com toque sobrenatural, a ficção com uma reviravolta bombástica ou o épico espacial repleto de diálogos técnicos. Tudo isso em ritmo a atuações nada convincentes, de protagonista que somente olha assustada para tudo, a coadjuvante na terra com arco dispensável, que é usado para fazer uma ligação ao filme de 2008 totalmente desconexa.

The Cloverfield Paradox possui uma direção assertiva no quesito ambientação de suspense, design e edição, contudo, não sabe ao certo o que fazer com uma história que poderia ter sido contada para causar ainda mais discussões sobre as histórias anteriores, que carregam o mesmo nome, passando por questionamentos, dimensões paralelas, complexos temporais e monstros! Na mistura e na empolgação de se apresentar respostas para tudo, se esquece de que para filmes de suspense e terror que se passam no espaço, o desconhecido é o principal perigo.
Divulgação errada, filme insípido, ainda bem que o catálogo da Netflix deleta produções!

Nota: 1/5 (Procure outra coisa no serviço de streaming)
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