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Lady Bird - CRÍTICA

Me recuso em um filme tão incrível colocar aquele subtítulo brasileiro

O cinema está repleto de jornadas de descobertas. Mas normalmente é a história de um rapaz que precisa provar o seu valor em meio algo muito maior que ele. Entretanto, desta vez, encontramos uma, se não a melhor, trajetória em busca de um lugar no mundo dos últimos anos da sétima arte. Lady Bird é aquele filme essencial, divertido, simples que nos fará refletir por vários minutos sobre as fases da vida. Obrigado Greta Gerwig por isso!

Lady Bird é uma adolescente em meio a suas descobertas. Desde o que fazer em seu colégio até a escolha da faculdade, tudo se torna um emaranhado de emoções e novas experiências. Mesmo assim, sua mãe está sempre próxima, e isso, se manifesta em diversas discussões, que vão desde a escolha de um vestido até roupas em cima da cama. Por mais simples que pareça, há muito mais a ser contado.

Greta Gerwig nos presenteia com uma direção simples e eficaz. 
Valorizando os momentos de interação entre elenco, enaltecendo os diálogos, construindo os aspectos e as camadas de seus personagens, a movimentação de câmera serve para nos ajudar a conhecer cada um dos detalhes das personalidades que cercam a vida de Lady Bird, mas principalmente as da protagonista.

Todo texto apresentado é como uma construção de um diário onde as primeiras experiências, indecisões e novidades são contadas sem qualquer pudor ou contenção. E isso fica evidente nos embates verbais entre Lady Bird e sua mãe. Há muita tensão, agressividade e verdade quando as duas entram em choque, perceptível em seus olhares e gestos. 
Todos esses elementos juntos fazem da produção uma jornada contada com todo brilhantismo e força que se faz necessário. Principalmente quando temos uma personagem feminina com tanta presença, imponência e confiança. Isso fica claro, por exemplo, na cena da palestra sobre aborto na escola!

Logicamente, o trabalho do elenco também merece ser enaltecido. 
Saoirse Ronan consegue transmitir todos os sentimentos, confusões e inquietações que sua personagem, baseada na própria diretora, precisava. Há um senso de humor usado pela atriz, que não está em forma de piada, é sútil, autentico, assim como a demonstração de coragem, força, que se tornam excelentes falas emitidas e gestos únicos. Da mesma forma, Laurie Metcalf, intérprete da mãe da protagonista, mescla os sentimentos e potencializa isso em seus diálogos com a filha, nos trazendo uma interpretação carregada de sinceridade.

Lady Bird é autentico, verdadeiro, forte e faz de uma jornada de descobertas um catalizador de emoções. Laurie Metcalf, Saoirse Ronan, Greta Gerwig funcionam aqui como uma trindade cinematográfica, cada uma desempenhando o seu papel com verdade e talento individualmente, quando juntas, fazem da trama um espetáculo onde a direção eficaz encontra excelentes interpretações. Ao final, quando tudo se torna novidade, ou deixa de ser na narrativa, pode se ficar apenas uma certeza: Talvez aquele conselho da sua mãe não fosse tão ruim assim! E isso pode ser revelado através de erros e acertos da vida.
Comecei essa crítica agradecendo e a concluo da mesma forma: Obrigado Greta por essa jornada tão arrebatadora!

Nota: 5/5 (F*D@ PR# C*RAL#O)

Lady Bird concorre as seguintes categorias no Oscar 2018: Melhor Filme, Melhor Diretor(a), Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original.
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