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Fullmetal Alchemist - CRÍTICA

As adaptações Hollywoodianas tem muito o que aprender


Fullmetal Alchemist é um dos grandes clássicos dos mangás e animes! 
Há toda uma discussão profunda sobre ação e consequência, relações familiares, crenças, papel do governo, controle do exército quando vamos progredindo nos episódios, seja do Alchemist ou do Brotherhood, ou em sua leitura.
Mas como transpor cada um dos elementos que consagraram tal obra em uma mídia cercada de erros nas adaptações de animes, vide Dragonball Evolution, Ghost in The Shell e Death Note? Simples, deixando para ser realizado justamente de onde vem.

Ed e Al são dois jovens alquimistas, que após um terrível incidente na infância, utilizando as práticas da troca equivalente, acabam sofrendo consequências que os seguem até hoje. Ao trabalharem pro governo e seguirem as ordens do exército, ambos se veem envoltos em inúmeros mistérios, mas isso não os tirou do principal objetivo, encontrar a Pedra Filosofal, que poderá restaurar o que os irmãos acabaram perdendo.

Fumihiko Sori é quem comanda a adaptação.
Há um real esforço em apresentar todo universo construído nos materiais originais. Assim, ambientação e figurinos dão vida a tudo que o fã mais antigo já havia visto. A ação é dosada, assertiva, fazendo dos momentos de combate algo interessante em tela, com uma movimentação de câmera tecnicamente bem aplicada. 
Junto a isso, a narrativa se propõem a não somente realizar o fan service desejado, mas apresenta àqueles que desconhecem tal mitologia as características, as leis, os conflitos que permeiam aquele mundo. Da mesma forma é criada uma forma diferente para utilização da alquimia em tela, saem os raios e entram uma fluidez, como se partículas se realinhassem, criando uma movimentação durante o momento.

Entretanto a adaptação acaba perdendo qualidade no que diz respeito a caracterização de seu personagens principais, narrativa e uso dos efeitos visuais.
A peruca escolhida para que o ator intérprete de Edward utilizasse não gera o convencimento que o visual necessita, de igual modo, a armadura de Alphonse perde a textura diversas vezes durante trama, o que nos remete aos problemas de CGI. Por mais que seja sabido o orçamento baixo para produção, era necessário um emprego maior justamente nas sequências de lutas e em quem estivesse envolvido nas mesmas. Assim, a narrativa também acaba condensando momentos, transformando situações importantes em falas apressadas e criando um segundo ato cansativo.

Logicamente é preciso enaltecer a fidelidade desta película.
A coragem de tais produções, por mais que algumas vezes soem como caricatas, são uma aula de como transpor uma material para o cinema sem medo de virar um pastiche. 
O que temos aqui é o comprometimento de manter a essência, as características, os personagens e o enredo conforme eles já existem.

O elenco, pontualmente, faz da produção algo fiel.
Ryosuke Yamada, que dá vida a Ed, o alquimista de aço, por mais que tente não traz a carga dramática e cômica que o seu protagonista necessita, ficam faltando os momentos enérgicos, sobra canastrice aplicada a um desconforto nítido em relação ao visual. Dean Fujioka, é imponente na medida certa, com um tom de voz convincente e ameaçador, fazendo de seu Mustang, um oponente ora amigo dos irmãos Elric. Ryuta Sato é cativante, ganhando a empatia de quem assiste e convencendo pelos seus gestos de amizade em tela. Yo Oizumi novamente nos faz odiar Shou Tucker, aproveitando o destaque maior que a narrativa lhe dá com uma atuação bem dosada. 

Fullmetal Alchemist tem uma direção genérica, pontual em seus bons momentos, que acaba sendo prejudicada por um CGI mal aplicado e um protagonista que não encontra a forma correta de dar vida ao seu personagem.
Porém é satisfatório ao apresentar o universo dos alquimistas, nas ambientações, fotografia e figurinos que evidenciam momentos importantes do anime/mangá.
Se algo é aprendido com a produção ao final é que os japoneses, criadores dessas histórias, devem ficar com o direto de realizar suas adaptações. Pois, neste país tão avançado em diversos aspectos, a palavra Fidelidade sim, é respeitada.

Nota: 4/5 (Ótimo)
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