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The Gifted - CRÍTICA


The Gifted é a segunda série de televisão da Fox que aborda o universo mutante dos quadrinhos, mas ao contrário de Legion que traz um conceito mais elaborado, essa é bem mais popular e se aproxima melhor do universo cinematográfico dos mutantes e talvez por isso deixe uma sensação mais saudosista no espectador e se torne melhor aceito por um público mais abrangente, lembrando também que o primeiro episódio foi dirigido por Bryan Singer, pois ele ainda é um dos nomes por trás de toda a produção da série, e pode ter direcionado essa linguagem para a trama.

A série vai contar a reviravolta na vida da família Strucker, quando Reed (Stephen Moyer) o patriarca da família e sua esposa Kate (Amy Acker) descobrem que os filhos Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy(Percy Hynes White) são mutantes depois de um incidente que acaba colocando os dois jovens na mira do departamento anti mutante da polícia, que curiosamente o próprio Reed trabalha como promotor de justiça. A partir disso os Strucker se tornam fugitivos e acabam encontrando abrigo em uma resistência mutante qual o Reed outrora perseguia.


É importante destacar a construção do clima social anti mutante que a série traz. Apesar de não ser um dos melhores, cumpre seu papel, principalmente nas cenas mais pessoais. Quando nos é mostrado individualmente o que cada mutante sente na pele o preconceito de ser quem é. Esse clima de perseguição é o que move a trama até o final. Tem suas doses de drama bem administradas, mas o que está em tela quase o tempo todo é a ação, em todos os episódios tem bastante e bem feitas se assim podemos dizer, nos deixam tensos e instigados na maioria das vezes. Talvez os efeitos especiais não agradem muito, mas se tratando de uma série de tv está ótimo (aliás tem piores por aí).

A dinâmica da família Strucker é bacana e empática, a rebeldia dos filhos e o instinto protetor dos pais nos faz torcer sempre pela união deles grande parte do tempo. Não é algo novo, porém dada a situação em que estão inseridos faz com que o relacionamento se desenvolva criando uma afinidade  com o público. Quando se trata do relacionamento dos irmãos isso se intensifica ainda mais, ao mesmo tempo que os dois parecem ser uma coisa só - isso será explicado melhor ao longo da série - suas individualidades fazem com que os dois discordem e tomem caminhos diferentes nos momentos mais cruciais da trama.


O núcleo principal de mutantes da resistência que abriga a família Strucker é diversificada e apresenta personagens que quem conhece as hqs dos x-men está familiarizado. Polaris (Emma Dumont), Pássaro Trovejante (Blair Redford), Blink (Jamie Chung), Dreamer (Elena Satine), Sábia (Hayley Lovitt) e até mesmo Eclipse (Sean Teale)- criado exclusivamente para a série e claramente inspirado em Mancha Solar -. Todos eles apesar não ser exatamente caracterizados, transmitem muito bem as particularidades de seus personagens.

Talvez seja Polaris e Blink que se destaquem mais nesse núcleo, uma pela personalidade forte e vontade de se posicionar de uma forma mais enérgica contra a oposição mutante, diferente da maior parte dos seus colegas mutantes que estão na liderança, nos faz lembrar de um outro mutantes muito poderoso e conhecido antagonista dos x-men, Magneto - não por acaso, afinal os dois tem mais em comum que a personalidade - Blink por outro lado representa a forma mais frágil de um mutante que sofreu bastante a represália humana, a dificuldade para confiar seja em humanos e até mesmo mutante, nos mostra o paralelo de quando menos você consegue esconder sua diferença mais vai ser impactada pelo preconceito e violência.

O maior acerto da série é falar subjetivamente do preconceito em todas as suas formas de um modo simples e compreensível e mesmo assim sem ser raso e deixar de plantar um sentimento de empatia. The Gifted é uma série empolgante, dinâmica e divertida, tem sim algumas falhas, mas pelo fato de não tentar ser mais do que é, merece sim uma continuação que já está confirmada!
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