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O Justiceiro - CRÍTICA

Uma boa introdução à história de um anti-herói


Criação de Steve LightfootO Justiceiro estreou na Netflix em 17 de novembro de 2017. Baseado nas HQs da Marvel Comics sobre o personagem (Criação de Gerry Conway, Ross Andru e John Romita e Stan Lee), o seriado conta a história de Frank Castle, interpretado por Jon Bernthal (Uma Noite Fora de Série; Em ritmo de Fuga), que deu vida ao personagem também na 2ª temporada da série Demolidor.

Castle é um veterano de guerra que tem sua família friamente assassinada no que aparentemente seria uma guerra entre gangues. Alimentado pelo ódio gerado pela perda, Frank declara guerra à criminosos, mafiosos, estupradores, agressores e todo tipo de malfeitor, caçando-os e matando-os impiedosamente sob a alcunha do vigilante “Justiceiro”.

O Justiceiro é uma continuação direta da participação do personagem em Demolidor, no entanto, em sua própria série, Frank Castle não parece tanto com o Justiceiro das HQs quanto em sua aparição em outras produções Marvel.

A primeira temporada começa com Castle afastado de suas atividades como vigilante, dado como morto, com um novo nome, um emprego comum e sofrendo muito ainda a perda de sua mulher e filhos. Após alguns acontecimentos em seu ambiente de trabalho, memórias de seu tempo como fuzileiro no Afeganistão são reacendidas, e após conhecer o hacker Micro (Ebon Moss-Bachrach, Girls), um ex analista da NSA que detém segredos e informações de seu interesse, Frank Castle retoma suas atividades, partindo numa busca de esclarecimentos sobre uma situação que imaginava já ter resolvido.


Em resumo rápido e considerando o nome de nosso anti-herói, a série parece acontecer em ritmo acelerado e com muitas cenas de ação. ERRADO! Toda história acontece de forma muito arrastada, com exceção do primeiro capítulo, onde temos um Castle com sede de vingança em uma sequência de muita ação e dos três últimos capítulos que trazem um personagem mais consolidado e mostrando a que veio. 

Muitas situações e arcos poderiam ser resolvidos em uma menor quantidade de episódios e em alguns momentos temos a impressão que o Justiceiro está fazendo participação em uma série policial, principalmente por em boa parte do tempo, o foco se manter na investigação envolvendo o Exército, a Agência de Segurança Nacional (NSA) e a Agência Central de Inteligência (CIA) e não nas ações de Frank Castle. Porém, não podemos negar que isso deu a produção tempo para trabalhar temas, os personagens e suas relações dentro da série, como por exemplo, como a vida militar de Frank deu origem ao Justiceiro. 
A abordagem feita em cima dos efeitos da guerra sobre os veteranos, ataques terroristas e ameaças a segurança de um país é feita de forma madura e clara, mesmo não sendo um tema de fácil exposição. Mas ainda que tenha alguns problemas de enredo arrastado, arcos demorados e um Justiceiro não tão Justiceiro assim (falo aqui da falta de “sangue no zói” pois a atuação de Jon Bernthal é fenomenal), a produção é uma das melhores séries produzidas pela parceria Marvel – Netflix. 

O Justiceiro traz uma construção excelente de personagem principal (sendo a melhor versão do anti-herói feita até o momento) e uma ótima introdução ao universo de Frank Castle, não deixando muito a desejar no primeiro quesito. O que esperamos agora é que, após essa introdução, tenhamos o personagem na pele que os fãs esperam ver: Um anti-herói implacável, de uma natureza sombria e com uma vontade imensurável de matar.
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