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La Casa de Papel - CRÍTICA

O maior roubo da história da Netflix


Sem fôlego. Essa é a sensação que temos quando termina a primeira temporada disponibilizada pela Netflix de La Casa de Papel, que traz em seu enredo o maior roubo da história das produções audiovisuais.
Criada por Álex Pina (Kamikaze; El Barco) e produzida pela Atresmedia Corporación para o canal Espanhol Antena 3, a série que originalmente conta com 2 temporadas de 9 (1ª temporada) e 6 (2ª temporada) episódios, foi reeditada e fragmentada para a distribuição pela Netflix. A primeira temporada disponibilizada pelo serviço de streaming conta com 13 episódios sem título e a segunda temporada tem o dia 06 de abril como possível data de estréia mas já está disponível em outros sites pela interwebs (e sabemos como fazer não é mesmo?).


La Casa de Papel tem causado um certo frenesi nas últimas semanas e não é a toa: A série realmente trata do maior roubo já visto nas produções audiovisuais e essa opinião arriscada se justifica a cada minuto que transcorre dos episódios.

A produção traz a história de oito criminosos recrutados por um mentor conhecido como "El Professor" que invadem a Casa da Moeda da Espanha mantendo 67 reféns presos consigo enquanto produzem mais de 2 bilhões de euros. DOIS FUCKING BILHÕES DE EUROS. 
Cada um dos envolvidos é especialista em alguma coisa útil ao plano: Temos um hacker, dois exímios atiradores, um cavador de túneis experiente, uma mestre em disfarce, uma excelente falsificadora de notas de dinheiro, um homem charmoso e influente e um garoto explosivo e rebelde. 
A série transcorre através da narração de uma das personagens (Tokio), e mostra a história pelo viés de seu olhar. É a primeira personagem com quem o público tem contato e é através dela que compreendemos todas as nuances e arcos apresentados.

A história começa com Tokio (Úrsula Corberó) tendo seu primeiro contato com o mentor e idealizador de todo plano: El Professor (Álvaro Morte). Logo após somos apresentados aos demais personagens e a ideia central da série, o roubo à casa da Moeda espanhola. Todos os envolvidos usam como codinomes os nomes de cidades ao redor do mundo, uma exigência do mentor para preservar as identidades e evitar envolvimentos emocionais entre os mesmos.

El Professor passou anos de sua vida planejando esse "assalto" (entre aspas porquê ele não considera o ato como um roubo, mas como uma tacada de mestre) e os responsáveis por colocar tudo em prática são recrutados e mantidos em estudo do plano por cinco meses para que nada saia errado. 

É realmente incrível o jogo de lógica criado por Álex Pina. La Casa de Papel tem uma racionalidade muito bem trabalhada, e um dos grandes destaques da produção é o planejamento de El Professor e seus desdobramentos. Nos planos estão contidos para muito além dos passos a serem seguidos, os problemas que seriam enfrentados e o que fazer em tais casos, desde reféns tentando fuga até policiais infiltrados. Isso torna a série emocionante e igualmente imprevisível, deixando o espectador sem fôlego e ao mesmo tempo esperando por mais.


Outro destaque é a abertura da série que mostra o interior de uma maquete da casa da moeda feita em papel. Abertura bem pensada, bonita e música tema agradável. A fotografia também é digna de ser citada aqui. Os detalhes e destaques em vermelho casaram muito bem com o que é apresentado no enredo.

Além do roubo, do plano e tudo e todos que o envolve, temos subtramas vividas pelos reféns ou por personagens fora da casa da moeda que são apresentadas também no decorrer dos episódios, o que dá a série uma ótima carga dramática que cai muito bem e é bem balanceada com as cenas de ação.

Aposta pesada para as melhores de 2018? Com certeza! 

La Casa de Papel é sem dúvida um novo fenômeno no que tange séries de ação com carga dramática, e o melhor de tudo, a velocidade dos acontecimentos e os ganchos deixados nessa remontagem da Netflix vem na medida certa para fazer apaixonar (Arrasou Netflix).
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