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A Força Feminina na Cultura Pop

Muito além de beleza, Poder!



Há algum tempo a figura feminina na Cultura Pop tem deixado o lugar de coadjuvante para ocupar o lugar de protagonista. HQs, produções audiovisuais, música, no mundo real, as mulheres estão em toda parte e estão ocupando os lugares a qual pertencem: O que elas escolhem! Mas (sempre existe um mas), nem sempre foi assim.

Mulheres sempre fizeram parte da cultura pop, é um fato. No entanto, o lugar delas era um outro, e não precisamos ir tão longe para constatar que por muito tempo a figura feminina foi jogada para escanteio, desvalorizada, subestimada, vide as HQs, filmes, séries, onde as mulheres são hiper sexualizadas ou submetidas a papéis quase nulos ou de efeito/suporte aos papéis masculinos. Não que tais episódios tenham deixado de existir completamente, mas num mundo por tanto tempo dominado por homens, ter certeza da maior representatividade e empoderamento feminino é sem dúvida algo extremamente significativo.

O movimento de empoderamento visto nos últimos anos reflete a força que sempre existiu em nós, mulheres, mas pra além disso, demonstra a união e sororidade cada vez mais presente em nossas relações.

Mas como isso começou? De onde vem esse movimento? Precisamos falar sobre isso.
Segura minha mão. Não somos Globo Repórter, mas vamos te responder!

Sabemos o quanto o ambiente onde os amantes da cultura pop transitam pode ser hostil. Não é difícil uma mulher escutar de um homem a seguinte sentença: "Você gosta de Star Wars? Sério? Fala aí o nome do primeiro cachorro do Harrison Ford! Não sabe? Poser..." ou "Nossa, você gosta de filmes de ação? Você nem parece menina!" (ATENÇÃO: Isso NÃO é um elogio). 
Ser mulher e ser geek é um desafio diário. Engana-se quem pensa que dentro deste universo as coisas funcionam de forma diferente. Os diálogos entre homens e mulheres neste meio é conhecido, assim como a diferença gritante das relações quando se trata de homens conversando com homens. Mas o fato é que o mundo da cultura pop foi invadido de ponta a ponta por mulheres empoderadas e que não se conformam mais com a coadjuvação, sexualização e objetificação. Os papéis de acessório de cena, troféu de herói, suporte emocional, princesa na torre, os figurinos mínimos e os papéis secundários tem sido deixados para trás, e com isso, todo dia, damos mais um salto para um futuro repleto de reconhecimento da força feminina.

Talvez o público feminino tenha se tornado mais presente e exigente, talvez seja um movimento natural ditado com o passar dos anos e mudanças na cultura mundial, talvez seja influência de movimentos como o feminismo, mas de qualquer forma, e qualquer que seja o motivo, o resultado disso é uma onda de personagens e figuras que vêm hoje para representar muito mais nossos ideais, vontades e aspirações e muito menos os fetiches masculinos.


Mas ainda que tenhamos progredido muito, o caminho é longo e volta e meia somos surpreendidas (mesmo já conhecendo o jogo) de forma negativa, como quando a hiper sexualização da nossa eterna Princesa Leia, Carrie Fisher, como escrava do Jabba no episódio VI de Star Wars; ou o protesto contra o destaque da personagem Imperatriz Fucking Furiosa de Charlize Theron em Mad Max - Estrada da Fúria; ou ainda, as críticas contra uma Jedi mulher vinda de lugar nenhum, a nossa querida Rey dDaisy Ridley nos episódios VII e VIII de Star WarsÉ claro (e sabemos bem) que tudo que tem impacto na indústria também tem rebote. Bilheterias não tão satisfatórias já ditaram o fracasso de filmes sensacionais, assim como grandes expectativas já deram bilheteria para produções nem tão boas assim. Mas resistimos e seguimos. E mesmo com tanto chão pela frente, já conquistamos muito e conquistaremos muito mais (SIM, MUITO MAIS).

Uma vez começado, o movimento não para! Nossas heroínas estão ganhando seus próprios filmes (Alô Viúva Negra). As meninas vão muito mais ao cinema. Personagens femininos têm feito grande sucesso e a representatividade não é pelo collant,  é pelo poder, pela força, pela garra e atitude das personagens oferecidas a nós mulheres, vide Katniss Everdeen, interpretada por Jennifer Lawrence em Jogos Vorazes ou nossa princesa Merida, aposta certeira da Disney (Que aliás, está com um combo de princesas empoderadas de dar orgulho). 

Há quem chame e resuma tais conquistas a apelo de mercado. A essa mudança, essa força, o protagonismo e as conquistas, eu chamo de GIRL POWER!
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