Ads Top

Desventuras em Série - CRÍTICA



Se você é fã de Desventuras em Série, certamente já assistiu a série que estreou na Netflix em 13 de Janeiro de 2017, se não, imagino que tenha ouvido falar desta produção ou assistido o filme de mesmo nome numa tela quente da vida pelo menos. Se nunca assistiu, mas rola um interesse, aconselho você que procure outra coisa pra ler. Pessoas sensatas fariam isso. Se quiser insistir, segura minha mão, hoje vamos falar sobre Desventuras em Série (mas você ainda pode fugir!)

Desventuras em Série é uma série de livros composta por 13 volumes, sendo sua primeira edição de nome Mau começo, lançada em 1999 e a última intitulada O fim, em 2006. O autor é Lemony Snicket, pseudônimo de Daniel Handler (e também o narrador das histórias).
Os livros contam a história dos irmãos Baudelaire que acabam ficando órfãos após um terrível incêndio em sua mansão, evento este que leva as crianças a viverem terríveis desventuras.

Em dezembro de 2004 nos EUA foi lançada a primeira adaptação cinematográfica feita a partir dos livros. Dirigido por Brad Silberling (Gasparzinho; Cidade dos Anjos), Desventuras em Série foi o primeiro do que seria uma franquia de filmes inspirados nas histórias de Snicket, e trazia a compilação dos três primeiros volumes: Mau começo, A Sala dos répteis e O Lago das sanguessugas. O elenco trouxe Jim Carrey no papel do vilão Conde Olaf, Jude Law (O amor não tira férias) como o narrador Lemony Snicket e teve participação da rainha, dona da porra coisa toda, Meryl Streep (O Diabo veste Prada) no papel de Tia Josephine.
Apesar da super produção e do Oscar de melhor maquiagem, o filme faturou pouco, inviabilizando assim, a continuidade (para desespero dos fãs).

10 anos depois, a Netflix divulga a possibilidade da adaptação dos livros em uma série. Alvoroço, gritaria, muita gritaria, informações desmentidas, trailers organizados por fãs, finalmente, nomes e datas são divulgados oficialmente!

Sendo uma das séries mais esperadas no ano de 2016, a Netflix investiu pesado em publicidade, vídeos, publicações, tudo muito carregado de referências, incluindo uma brincadeira para os fãs no facebook, uma charada que revelava a presença de um dos atores principais na CCXP de 2016. O lançamento aconteceu no dia 13 de janeiro de 2017, uma sexta feira 13. É importante destacar que os livros são em 13 volumes e que cada um deles tem 13 capítulos também. Parece que nosso autor tem um apreço especial pelo número 13, mas isso é assunto para outra matéria, afinal, nosso objetivo é falar sobre a adaptação da Netflix, então vamos ao que interessa não é mesmo?

A produção da Netflix, dirigida por Barry Sonnenfeld (MIB - Homens de Preto; A Família Addams) e com roteiro do próprio autor, Daniel Handler, traz ninguém menos que Barney Neil Patrick Harris no papel do vilão Conde Olaf. O anúncio do nome do ator causou certo frenesi e um medo de o personagem acabar virando o Barney, personagem de Neil em How I Met Your Mother. Bem, a Netflix acertou muito na escolha de Neil para o papel, o cara manda muito bem e o personagem está SENSACIONAL. Em score, ponto para a Netflix, pois no filme, o personagem feito por Jim Carrey acabou ficando muito caricato e até cômico (muito diferente do personagem do livro que não tem nada de engraçadinho), então, ainda que Jim seja um ator de grande talento, seu personagem funciona bem, mas isoladamente. Se comparado aos livros, não funciona tanto.



Mas nem só de Neil Patrick Harris é feita Desventuras em Série, a adaptação conta com um elenco maravilhoso, com Malina Weissman (Kara Zor-El jovem em Supergirl e April O'Neil jovem em Tartarugas Ninja) como Violet Baudelaire, Louis Hynes como um ótimo Klaus Baudelaire (sendo esse seu primeiro papel de destaque como ator), Presley Smith (bebê gracinha) como Sunny Baudelaire e Patrick Warburton (dublador de Kronk em A Nova Onda do Imperador e Joe Swanson em Family Guy) como um excelente Lemony Snicket. Além de nomes como K. Todd Freeman (Batman: O Cavaleiro das Trevas), Alfre Woodard (Capitão América: Guerra Civil; 12 Anos de Escravidão) e Aasif Mandvi (O Último Mestre do Ar).

A adaptação em si também ganha do filme no quesito “seguir a história original”. Como fã dos livros, acho superimportantepracaramba quando sou atendida em minhas expectativas. Não quer dizer que o filme é ruim, mas particularmente, não gostei muito da mudança cronológica dos acontecimentos que foi feita, então, ponto pra Netflix que mantém cada acontecimento em seu devido lugar!
Na série, cada livro é dividido em dois episódios, então mesmo pra quem nunca leu, é bem simples de entender a história.
Já a fotografia da série deixa um pouco a desejar. Apesar dos cenários bonitos e bem trabalhados, senti falta do ar sombrio que existe no filme (poxa Netflix). Por vezes os cenários são tão coloridos e alegres que fica difícil linkar com a história original. Em score, ponto pro filme!
Para além da ótima adaptação, do elenco excelente e dos cenários, uma ótima sacada foi a música de abertura que é específica para cada livro e cantada por Neil Patrick Harris. Além das músicas de abertura, a série também traz outras canções cantadas pelos personagens e feitas especialmente para narrar alguns acontecimentos.

Nessa primeira temporada, quatro livros foram adaptados: Mau começo, A Sala dos répteis, O Lago das sanguessugas e Serraria Baixo Astral. A última cena do último episódio acontece em cenário correspondente ao quinto livro Inferno no Colégio Interno, e muitas imagens de gravações já foram divulgadas, deixando claro para os fãs que a próxima temporada dará conta dos volumes cinco, seis, sete e oito da série de livros.

Ainda não foi divulgada data de lançamento pela Netflix, mas podemos esperar, quem sabe, uma sexta feira 13 em 2018.
Até lá, pra quem nunca assistiu, nunca nem viu, não veja! (referências tsc tsc).
Pra quem quiser se aventurar vale à pena ler os livros, assistir a série e o filme também!
Tecnologia do Blogger.