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Kingsman: O Círculo Dourado - CRÍTICA

Matthew Vaughn sabe o que faz e exagera no mesmo nível!

Kingsman é uma das grandes surpresas do cinema nos últimos anos. A produção baseada nas HQs que elevava o nível da ação de espiões e parodiava em vários momentos este subgênero do cinema, alcançou sucesso de público e crítica por ser praticamente uma piada do que apresentava em tela. Mas toda piada, por mais que seja engraçada, se torna cansativa quando contada mais de uma vez! Toda piada!

Eggsy continua sua vida como agente do serviço secreto Kingsman, até o dia em que quase todos membros da agência são mortos, o levando a unir forças com a agência “irmã” dos Estados Unidos, Statesman. E assim desvendarem a ligação dos ataques com um surto viral que está se espalhando pelo mundo.

Matthew Vaughn sabe o que faz com uma câmera no quesito ação! 
O diretor não economiza nos planos longos e acelerados, em meio a uma movimentação abrupta, frenética, nas sequências de lutas, além de elevar o uso do CGI nas mesmas, beirando no fantasioso com seus personagens em cena. Ao menos duas das inúmeras demonstrações das habilidades dos agentes conseguem novamente causar um pequeno deslumbre por parte do público. E vale ressaltar o design de produção que contribui ainda mais para que a loucura descontrolada de Kingsman ganhe vida.

Da mesma forma, a continuação acaba caindo no velho erro hollywoodiano de uma continuação maior, com mais personagens e megalomania em cada elemento. 
Isso fica perceptível diretamente na narrativa onde acontecimentos não precisavam vir à tona, personagens não precisam ser descartados, outros não precisavam voltar através de um mecanismo que nem ligando a suspensão de descrença funciona, e motivações são esquecidas ou são explicadas por apenas alguns minutos em tela. Sendo assim, a repetição de cenas e da estrutura de como a história é contada é incômoda, tornando a película cansativa quando se aproxima do ato final. 
O qual não precisava, se é que podemos chamar aquilo, de plot-twist!
E por mais que seja "moda" agora uma longa tomada de ação com uma trilha sonora descolada,
Matthew Vaughn não precisa disso para provar a sua capacidade como diretor!

O elenco também não facilita uma empatia para com essa continuação.
Taron Egerton continua demonstrando sua capacidade como herói de ação carismático! O seu Eggsy é divertido, engraçado, e aumenta as camadas da personalidade do personagem com os novos conflitos apresentados. Entretanto, Mark Strong, Colin Firth, Halle Berry, Jeff Bridges, Pedro Pascal, Channing Tatum e Julianne Moore, são caricatos, apáticos, alheios a uma narrativa que não cria real importância de suas aparições. A vilã, pontual, canastrona e nada ameaçadora, consegue nos mais de 140 minutos, uma cena que se preze! O restante, esquecíveis!

Kingsman: O Círculo Dourado é aquela continuação que realmente não precisava acontecer! 
Por mais que o diretor mantenha o estilo e o ritmo do excelente original, o exagero, o aumento de cenas de ação, o acúmulo de personagens é um erro corriqueiro das sequências, porém, tal erro poderia ter sido evitado, já que seu antecessor conseguiu o que esta película não irá sequer chegar perto: contar uma boa história com momentos originais.
Vaughn ainda é muito bom naquilo que faz, entretanto, após esta sessão, ele está mais para uma cópia maior de si mesmo, ou uma piada de mal gosto do que ele mesmo criou! Irônico, não?!

Nota: 1,5 (É... Existe!) 
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