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Planeta dos Macacos: A Guerra - CRÍTICA

A guerra é maior que um simples confronto armado e César nos comprova isso

Planeta dos Macacos é a franquia mais surpreendente do cinema no quesito sucesso. De uma forma bem simples, os novos filmes, baseados no livro de Pierre Boulle, chegaram ganhando espaço e apresentando uma narrativa crescente a cada nova produção. E desta vez, o desfecho da história principal nos traz muito mais do que um simples embate entre humano e animal, nos revela a verdadeira condição de "ser" humano.

Anos se passaram desde que a guerra entre macacos e homens começou. O grupo liderado por César se esconde numa floresta e busca um novo lugar para continuarem vivendo. Entretanto, um exército liderado pelo Coronel, acaba por dizimar grande parte dos liderados por César, o levando a busca por vingança que poderá colocar em risco a existência das duas raças.

Matt Reeves nos entrega um filme de guerra, com toques de faroeste de vingança em meio a um futuro distópico e triste. O diretor apresenta sequências bem executadas de ação, onde diversos acontecimentos surgem em tela, te dando a possibilidade de analisar tudo de forma ampla. Ao mesmo tempo a câmera faz o acompanhamento assertivo dos personagens em meio as situações, aproximando ainda mais o espectador. O roteiro, também escrito por Reeves, abraça todas ideias imagéticas, nos trazendo um confronto ideológico e político, interno e externo, em prol de vingança ou pelo bem de todos, tudo isso, regado ao dilema do que deve ser feito para sobreviver!

Logicamente, esse trabalho, em ritmo a excelente fotografia que sabe como aproveitar o clima de inverno estabelecido, e a música de Michael Giacchino, que dialoga entre valsas e tambores, ajudam ainda mais nessa imersão ao planeta habitado em sua maioria por símios, que por sua vez, são novamente a comprovação do nível alto desta produção.
A expressão facial, os pelos, movimentos, os efeitos visuais aplicados a captura de performance, levam este capítulo da franquia a mais um degrau na perfeição gráfica. É praticamente impossível encontrar pontos onde o CGI deixa escapar que o que estamos vendo não está lá. 
Assim, é possível ressaltar a novamente brilhante atuação de Andy Serkis! César faz qualquer um esquecer que existe um ator por detrás das camadas digitais pois tamanha é imersão no papel realizada, entretanto, Serkis está ali, na fala, no olhar, nos gestos, a performance do ator britânico comprova o peso do seu trabalho e a medida que a narrativa exige sentimentos aflorados, uma entrega ainda maior, é possível ver tudo isso nítido em tela. Da mesma forma, Karin Konoval. Steve Zhan e Woody Harrelson, estabelecem e acrescentam pontos importantíssimos a história. Sendo o último o responsável pelo confronto interno do protagonista e por diálogos carregados de tensão e dor.

Planeta dos Macacos: A Guerra, é um deslumbre visual e narrativo.
Ao mesmo tempo que nos surpreende com a qualidade técnica, emociona, comove e nos remete ao questionamento sobre as ações da humanidade. Ou o que consideramos realmente ações racionais em busca da sobrevivência. Talvez o grande conflito não seja apenas entre humanos e macacos, mas se é possível sentir algo além da dor e vingança, envolto a situações de perda.
A franquia então pode até ter começado de forma simplória, entretanto encerra este arco em um espetáculo cinematográfico. E que o legado de César continue!

Nota: 5/5 (F@d* PR# C@RALH&)
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