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Os Heróis Urbanos da Marvel na Netflix

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O Universo Cinematográfico Live-Action da Marvel é uma das franquias mais queridas da cultura pop, principalmente por trazer à tona personagens que amávamos e outros que aprendemos a amar. Mas vocês sabem que não é tão simples fazer um filme e dois ou três títulos por ano não é o suficiente para abordar toda a diversidade de super-heróis da Casa das Ideias. 
Pensando nisso, foi criada a subdivisão dessa franquia direcionada para a TV em forma de seriados. Assim nasceu Agents of S.H.I.E.L.D e Agent Carter.

Apesar da série dos Agentes ter crescido ao longo dos anos, diferente do que ocorreu com o programa da Peggy Carter, tais personagens não são tão conhecidos e adorados pelo público e talvez a dinâmica das séries em si não era para todos; Agents of S.H.I.E.L.D tem os seus espectadores, mas não são todas as pessoas que assistem e/ou conhecem a série.

Paralelo a ascensão do Universo Marvel nas telas, um serviço de streaming também começava a construir seu império: a Netflix. Com o passar do tempo, a empresa começou a elaborar suas próprias séries originais. Sempre maduras, adultas e com narrativas semelhantes a minisséries ou telefilmes, o formato das produções da Netflix caiu no gosto do público, tanto em audiência como em críticas. Pensando ainda mais na expansão do seu universo de super-heróis, a Marvel teve a brilhante ideia de vincular alguns personagens mais adultos e conhecidos (sim, do primeiro escalão para quem ama os heróis urbanos) ao serviço.

Em abril de 2015 estreava a primeira temporada de Demolidor na Netflix. Um dos heróis mais adorados pelos fãs dos quadrinhos, ganhou uma adaptação digna do que Frank Miller havia estabelecido na década de 90. Excelente roteiro, interpretações de primeira, trilha sonora cativante, cenas de ação bem coreografadas e realistas, com uma fidelidade magnifica as páginas da qual havia saído. Demolidor se tornou um sucesso e logo uma segunda temporada foi encomendada, mas não antes de Jessica Jones também ganhar seu espaço.



A polêmica detetive particular teve seus episódios exibidos em novembro do mesmo ano. Diferente do Demolidor, a personagem sofreu diversas alterações em sua essência e partes da origem para poder ficar mais sombria e palpável com a proposta desse mini-universo dentro de um universo maior que estava sendo criado. Porém, mesmo com as mudanças, Jessica Jones não deixa de ser excelente, mais precisamente pela sua trama que lembra muito os filmes de David Fincher e pelo vilão Kilgrave interpretado pelo talentoso David Tennant; é impossível não sentir medo desse antagonista. Embora a série seja ótima, nem todos curtiram o programa. Talvez pelo ritmo lento, o que é comum nas séries da Netflix, que sempre preza pelos diálogos extensos e bem elaborados.



Não demorou muito para que O Homem Sem Medo voltasse para as telinhas. Em março de 2016 ele chegou acompanhado de muito mais ação, sangue e tensão. A segunda temporada de Demolidor conseguiu ser excelente e ainda introduzir outras figuras conhecidas pelo púbico, como o Justiceiro, que ganhará sua série solo ainda esse ano, e a assassina mortal Eléktra. Frank Castle em específico, muito bem encarnado pelo ator Jon Bernthal, foi o ponto alto desse segundo ano que não deixou os fãs respirarem um momento sequer.

No mesmo ano outro herói urbano e que já havia dado as caras nisso tudo, lá em Jessica Jones, foi Luke Cage. Diferente da série da Jessica, essa teve um ritmo mais acelerado, talvez pelo fato do personagem lidar diretamente com gangues do Harlem, um dos bairros de Nova Iorque. A trama, além de explorar as origens do protagonista, traz à tona muitos elementos da cultura negra de uma forma bem dinâmica, seja pelo visual, os diálogos da época e a música presente a todo instante. As cenas de ação, contudo, não são tão bem coreografadas como Demolidor ou grandiosas de uma maneira que atendesse a dimensão da força física do personagem, entretanto compreensível de qualquer forma e condizente com o contexto de seus conflitos.



Se Demolidor deu certo pela sua fidelidade ao material original, Jessica Jones pela imersão da vilania de Kilgrave e Luke Cage por trazer ao seu texto os aspectos culturais que estão envolta do personagem, Punho de Ferro, se tivesse bebido um pouquinho dos três teria dado certo. O que era para ser uma série de artes marciais, se tornou uma novela de 13 capítulos, sem ritmo, cheia de decisões ingênuas por parte do protagonista, com mudanças na origem que incomodaram o grande público (onde estava o Dragão Shou-Lao?). A história em si não é ruim e o final de cada capítulo possui plot twists que nos prendem nos eventos do que está sendo contado, ainda assim faltou ritmo, artes marciais como nos filmes do Bruce Lee e coragem para mostrar elementos dos quadrinhos.



E nesse final de semana chega para nós a tão esperada série dos Defensores, que reúne esses protagonistas numa só produção para combaterem um mal em comum. A ansiedade em conferir esse crossover é gigante e esperamos que a história nos cative tanto pela narrativa quanto pela ação. Não deve ter espaço para enrolação. Não novamente. 
E vocês? O que esperam de Os Defensores?
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