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Transformers: O Último Cavaleiro - CRÍTICA

Quase três horas de explosões, uma coluna doendo na poltrona e megalomania!
Transformers se tornou praticamente uma reciclagem do que já foi. E neste quinto filme da franquia fica claro que as ideias para sequências de ação, personagens e desfechos estão se tornando uma amálgama das produções anteriores. Tudo isso em uma história que se esforça em parecer coesa e coerente dentro de um roteiro sem profundidade ou informações. 
Sério Bay? Sério mesmo?

Há 1.600 anos no passado descobrimos que Rei Arthur e seus cavaleiros lutaram ao lado de Transformers, graças a intervenção de Merlin. Nos dias atuais, Cade Yaeger encontra um artefato da época citada e isso o leva ao encontro de um lorde inglês, que tem informações sobre o passado dos robôs e o que poderá acontecer com o planeta. Ao mesmo tempo, Optimus Prime retorna a terra, sob o comando de Quintessa, que precisa do mesmo para então recuperar Cybertron da destruição. O que colocará a vida na Terra em perigo.

No parágrafo acima tentei condensar o máximo de informações que este quinto filme da franquia dos robôs de Michael Bay apresenta de forma solta e sem qualquer relevância. Tudo se resume a rápidos diálogos para tentar explicar a causa de certos acontecimentos e isso acaba por comprometer o ritmo da trama. Entretanto, Transformers nunca foi uma produção que se preocupou em trazer lógica para a narrativa, longe disso, o que realmente interessa aqui são as explosões, os efeitos e como eles podem se tornar maiores na cena seguinte.

Por mais que o diretor seja questionado por seu estilo megalomaníaco, é necessário ressaltar o trabalho criação das sequências de ação e o designer de produção. Tudo isso em conjunto com os exímios efeitos visuais. 
Se por um lado, há uma preocupação em criar grandiosos momentos de destruição, por outro, existe o fato de prolongar em excesso determinadas cenas. E essa mania acompanha todos os atos do filme, onde existe sempre uma interminável (e incômoda para que está assistindo) batalha que começou e finalizou sem razão alguma, regada a um som ensurdecedor e uma movimentação de câmera que não consegue dar a oportunidade de focar em um determinado ponto da ação. 


Assim, voltamos a narrativa, que tenta inserir um novo personagem com toque de velho sábio, uma nova heroína feminina, que infelizmente não surte o efeito desejado e está ali para sofrer com as piadas machistas, um "resgate" de outro herói da franquia, que pouco importa para o público. 
Não há construção ou crescimento em nenhum dos novatos, da mesma forma que os veteranos da produção sofrem com a falta de informações sobre suas próprias vidas. O que nós, público, acabamos por descobrir através de frases soltas, que se você ousar pensar em algo nesse instante, passará despercebido! (Um exemplo é que Cuba foi "transformada" em apenas uma rua, com um telefone público usado por um desses veteranos da franquia)

Transformers - O Último Cavaleiro se torna um festival confuso e mal editado que copia descaradamente as produções anteriores. 
Preocupação em explicar aos espectadores os novos fatos, aqui não existe e muito menos os poupa de uma diversidade de frases de efeito mal escritas e atuações caricatas em uma tempestade imagética de ação frenética e interminável. A sentença anterior até poderia soar como um elogio se finalmente produtores e diretor aprendessem a não levar a sério a película que tem em mãos. Ou parassem para entender que nem só de efeitos visuais, explosões e corre-corre se faz um filme de ação. 
E tinha gente que achava que o problema era a Megan Fox!

Nota: 2/5(Regular)
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