Ads Top

Em Ritmo de Fuga - CRÍTICA

Certamente o melhor filme de 2017, até o momento!
Música e cinema estão conectados e estabelecer a sincronia perfeita entre ambos é um desafio que poucos diretores assumem em suas obras. Porém quando som e imagem são responsáveis, de igual modo, pela história, somos presenteados com uma obra que não economiza na ação bem executada, em diálogos inteligentes e atuações de alto nível. Obrigado Edgard Wright!

Baby é um jovem que perdeu os pais quando criança em um acidente, o qual também estava e por isso, tem problemas auditivos. A música além de escape, é a forma que ele tem para se concentrar, pois é um excelente piloto. Assim, presta serviços a Doc, um especialista em roubos de grande valor, e apesar de pagar a sua dívida com o mesmo, o rapaz se vê em um último trabalho que poderá colocar aqueles quem ama em perigo.

Edgard Wright nos apresenta uma obra-prima cinematográfica carregada de ação e uma trilha que faz total união com a narrativa. O diretor usa a câmera a seu favor, fazendo com que as perseguições de carro sejam verossímeis. Curvas, derrapagens, manobras, a sinergia na forma como Baby é enquadrado dentro do carro e se movimenta ao volante em ritmo a canção do seu IPod, faz total alusão o que está acontecendo. Seja uma perseguição na auto estrada ou a preparação para dar a partida, ou até mesmo em um momento de corrida a pé.

Existe um plano logo nos minutos iniciais do filme onde o protagonista sai pelas ruas de Atlanta indo até uma cafeteria, a música o acompanha, literalmente, pois a letra da mesma aparece escrita em diversos locais como postes, muros, e vitrines. Isso comprova toda a movimentação e fluidez através do som na película.Tanto que quando somos entregues a uma cena de tiroteio, você fica tentando se concentrar na música que está em compasso com a ação, e com a ação que se desenvolve a partir da trilha.

Mas todas sequências dentro de veículos não estão ali gratuitamente, elas fazem parte da narrativa, assim como os diálogos. A história é contada dentro e fora dos carros, onde uma simples conversa numa lavanderia apresenta e constrói de forma exímia o relacionamento entre duas personagens, quando ao fundo, a fotografia faz questão de ressaltar as cores primárias, além de sempre explorar ambientações, sejam elas em prédios ou rodovias.

Da mesma forma o elenco é também um grande trunfo na produção. Ansel Elgort nos entrega um protagonista deslocado, estranho, ao mesmo tempo inteligente e engraçado. Há todo um convencimento do porquê Baby é daquela forma, do seu relacionamento com o padrasto e sua paixão pela música. Logicamente, Jon Hamm, Jammie Foxx, Jon Bernthal, Eiza Gonzalez e Kevin Spacey, como seus companheiros de crime, entregam excelentes momentos de tela, cada um dentro do esteriótipo de uma equipe ladrões, sem cair na caricatura ou exagero. Além disso, Lily James, responsável em dar vida ao par romântico do protagonista, rapidamente gera o sentimento de empatia necessário para que o casal se torne querido do público.

Em Ritmo de Fuga (Baby Driver) é a música em ação. É movimento ritmado de uma forma artística e peculiar que poucos diretores poderiam fazer. 
Carregado de sequências de prender a atenção, uma história envolvente e atuações impecáveis, novamente, Edgar Wright entrega uma obra onde todos os elementos estão em sincronia perfeita. 
Por isso, temos, até o momento, o melhor filme de 2017. Sem grandes efeitos especiais ou adaptações. Apenas uma boa ideia, uma boa direção, boa música e ação! E falando novamente em música, quem não gostaria da playlist do Baby, não é mesmo? Ou de uma carona?!

Nota: 5/5 (F*D@ PR# C*RAL#O)
Tecnologia do Blogger.