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Castlevania: 1ª Temporada - CRÍTICA

Trevor Belmont é o John Costantine de 1476!

Adaptações da games nunca foram bem recebidas. Sejam no cinema ou em séries, traspor essa mídia para algo maior é um desafio enorme pois se trata de, principalmente, entrar muitas vezes em conflito com um grupo de fãs exigentes com o respeito ao material original. Entretanto, a Netflix assume a tarefa de nos apresentar uma história direto dos video-games, e posso afirmar, ela acertou!

Drácula teve sua esposa humana queimada em uma fogueira pela igreja, que acusou a mulher de bruxaria. Assim, o vampiro lança sua ira sobre as terras de Wallachia, convocando um exército de criaturas do inferno. Os anos se passam e Trevor Belmont chega ao local se tornando então uma esperança para enfim derrotar as forças das trevas que lá estão!

O roteiro de Warren Ellis usa como base os jogos Castlevania III: Dracula’s Curse e Symphony of the Night, logicamente tomando liberdade ao contar a história em alguns pontos. Mas em seu conteúdo temos a clássica luta do bem contra o mal. Ainda que explique os motivos de Drácula para sua ações, a narrativa demonstra que tanto o mal desperta a partir de ações que julgamos até mesmo corretas, e a cena totalmente retirada dos tempos da Inquisição está ali para deixar tudo isso bem claro.

A medida que a história continua, em seus quatro episódios, as camadas dos personagens vão sendo apresentadas, principalmente as de Trevor, que apesar de sempre ressaltar que não se importa com o que ocorre a sua volta, acaba por fazer o bem e ajudar as pessoas, já que sua família, por mais julgada de forma errada, sempre seguiu essa índole.
Além disso, é nítido que o roteirista estudou a fundo os elementos da franquia dos games, e apresenta cada um deles de tal forma que o mais saudosista jogador irá abrir um sorriso quando um nome for pronunciado, ou o castelo de Drácula surgir e até mesmo uma arma forma citada.

Assim, o design de produção, as cores e a fotografia exploram os elementos de uma história de terror clássica de forma exímia. Ambientes são escuros, criaturas são amedrontadoras, existe o contraste entre luz e trevas de uma forma bem clara nos ambientes. Da mesma forma, a animação não economiza em mostrar sangue, vísceras e violência! Há uma cena que ocorre numa praça onde uma pessoa é apunhalada diversas vezes que não apenas é o retrato do tom da animação, mas demonstra que a mesma não é infantil! E os personagens trazem consigo a aparência dos games, fundamentada por personalidades bem detalhadas e construídas.

Contudo, a animação peca na repetição de informações em alguns diálogos, principalmente nos três primeiros episódios, e faz da ação algo pontual, não corriqueiro. Deixando então para que no quarto, e último episódio, certos pontos se desenrolem de forma apressada.

Castlevania é uma adaptação que acerta em respeitar e transpor o material original. Tanto seu design quanto o tom da aventura, é o que se espera de uma história que envolve monstros, magia e elementos sobrenaturais. Trazendo assim, e de forma correta, o vampiro clássico em toda sua ira! Novamente a Netflix acerta e demonstra o que se pode fazer em uma adaptação dos games, talvez esse seja um bom começo para que mais histórias possam ser desenvolvidas e apresentadas de forma correta! Fazendo então, o fã mais ardoroso dos jogos, feliz a cada movimento que o "Vampire Killer" faz contra seus inimigos! 
Seria tão legal se ele pudesse destruir uns vampiros que brilham, não é mesmo!?

Nota: 4/5 (Ótimo)
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