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Mulher-Maravilha - CRÍTICA

O poder de uma heroína que estávamos precisando!

Diana está em meio a uma trincheira, sabendo que nenhum homem havia avançado um centímetro sequer contra os inimigos, ela decide que deve ir até lá, ela decide quem deve fazer o certo. E nesse discurso somos levados a uma história de origem que não se preocupa em seguir padrões afim de estabelecer que filmes com super-heroínas, sim, são mais que importantes.

Diana vive em Temiscira, o lar das amazonas, mulheres treinadas desde a antiguidade em defender a humanidade, principalmente do deus da guerra Ares. Porém, quando um homem, Steve Trevor cai na ilha, a jovem guerreira descobre que o mundo passa por um momento de guerra, e que talvez seja a única capaz de dar fim a esse horror.

Patty Jenkins nos apresenta a origem da heroína, que faz parte da trindade da DC, de forma orgânica, direta e sem rodeios. Não há aqui uma necessidade de explicar de onde veio a armadura, ou o laço da verdade. A grande preocupação é estabelecer Diana de fato. E isso acontece.
A escolha de sempre manter Gal Gadot no centro de suas sequências é assertiva, e enaltecida quando o slow motion é usado, sem a necessidade de sexualizar a personagem. Da mesma forma na sequência que envolve as amazonas, a forma de luta é quase um balé, e os movimentos tem uma apresentação quase impecável.

De igual modo, o roteiro nos traz o discurso correto e preciso quando se trata de uma mulher a frente de suas decisões. Usando de sutilezas e de alguns momentos cômicos, fica claro que o filme é da Mulher-Maravilha. A força, a postura e a figura transita entre a inocência de descobrir como o mundo dos humanos funciona, e a faceta guerreira que é independente, não precisa de comandos ou ordens. Firmando então que heroínas são necessárias em um mundo carente de honestidade quando falamos de representatividade de tal seguimento. Diana é forte pois entende sua força, origem, e a sua missão!

O elenco é dirigido para que o trajeto da Mulher-Maravilha aconteça. A interação entre Gal Gadot e Chris Pine funciona na medida certa, sem exageros de ambos os lados. E sim, a atriz convence tanto como a princesa amazona que está descobrindo tudo a sua volta, quanto uma lutadora treinada com maestria.

A película porém cai num problema já conhecido de produções oriundas dos quadrinhos: o clímax extremamente exagerado e expositivo. Como se houvesse uma necessidade de reafirmar ideias para o público, que já são entendíveis, através de um turbilhão de acontecimentos em CGI. O que torna todo "espetáculo visual" enfadonho!

Mulher-Maravilha é, até então, a melhor produção da DC nos cinemas. 
Usando do distanciamento de sempre ser necessário caminhar pelos mitos de Campbell, Diana quer ser uma heroína, ela quer lutar, ela quer salvar a todos. 
Fico pensando, quantas meninas também tiveram esse desejo, porém lhes faltava uma referência. Logicamente, podemos falar que a personagem já existe há anos nos quadrinhos, entretanto, uma grande mídia, como o cinema, já deveria há muito tempo fazer deste ícone mais do que conhecido. E agora o fez.
O trunfo desta película é nos fazer entender que ao olhar para o céu, não precisamos pensar se é um pássaro ou um avião apenas, podemos pensar no poder, na coragem, na maravilha!

Nota: 4,5/5 (Sensacional)
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