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A Múmia (2017) - CRÍTICA

Não comecem um universo cinematográfico assim!
O que o remake do clássico de 1932, lançado em 1999 tinha era coragem de misturar o humor com um toque fantástico e aventureiro. Sem a pretensão de ser sério, houveram três filmes distantes de qualquer ideia de Universo Compartilhado. Chegamos então em 2017. Tom Cruise no papel principal. Esqueça a diversão, piadas e a mitologia. O foco é o Cruise! 

Nick é um militar em missão pelo Iraque, entretanto, quando a tentativa de roubar artefatos para vender no mercado negro se transforma na descoberta de uma tumba oriunda do Egito antigo. E assim, Ahmanet, uma princesa que almejava o trono da época é despertada para terminar aquilo que começou.

Alex Kurtzman apresenta um direção desconexa e repleta de falhas!
Desde erros de continuísmo a CGI mal aplicado, a película não sabe ao certo o que transmitir em tela, tanto que nos momentos onde se utiliza de imagens como alucinações, não há uma preocupação para diferenciar tais inserções. Da mesma forma as cenas de ação, carregadas de efeitos visuais, não são convincentes ou transmitem a sensação de perigo ou aventura. E quando os elementos de humor ou terror são utilizados, não há graça, medo ou qualquer esforço por parte do elenco disso acontecer!


Talvez o grande problema da forma que o filme foi conduzido esteja em seu roteiro raso e sem qualquer profundidade. A história da princesa Ahmanet é contada nos créditos iniciais, e fique satisfeito, pois qualquer outro elemento da mitologia egípcia é ignorado ou citado rapidamente como algo que não é tão importante assim. O que realmente interessa é a tentativa frustrada de construir um romance onde não existe química ou motivação para que os personagens fiquem juntos. Ou dar espaço a uma luta entre Tom Cruise e Russell Crowe totalmente aquém da narrativa. Além disso, o diálogo do protagonista com um "fantasma" é ridículo, sem qualquer acréscimo a trama e as referências a outros possíveis monstros passam despercebidas.

Despercebidas e esquecíveis estão as atuações. Russell Crowe é caricato, Tom Cruise é irritante e enfadonho, Annabelle Wallis é descartável! Somente Sofia Boutella consegue explorar em tela o poder de sua princesa egípcia. Assustadora em diversos momentos, a atriz convence em mais um papel como vilã, infelizmente, neste caso, refém de um desfecho patético.

A Múmia não consegue nos apresentar uma aventura, tão pouco nos fazer rir ou tomar um susto. Nesta tentativa de criação de universo cinematográfico de monstros, fica apenas na tentativa como ponto alto de tudo que se vê em tela. 
18 anos depois da história que nos fez ter medo de encontrar um escaravelho, a vingança da múmia do Egito antigo, não consegue estabelecer-se como uma grande história de monstro e tão pouco abre caminho para que outras venham acontecer. Ignorando mitologias e endeusando protagonista, o que realmente assusta aqui é essa ideia de "monstros unidos"! E eu pensando que Os Dez Mandamentos da Record era o que de pior poderia vir da terra das pirâmides!

Nota: 1/5 (Não gaste seu dinheiro)
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