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Rei Arthur: A Lenda da Espada - CRÍTICA

Guy Ritchie sabe o que faz, até certo momento!


Hollywood assumiu nos últimos anos que a ideia de fazer releituras modernas de histórias clássicas são um sucesso dado como certo! Logicamente, algumas renderam lucro e outras caíram no esquecimento e a tentativa de estabelecer franquias se perdeu com a ideia mencionada. Talvez essa história do grande rei e sua espada faça sucesso, mas não carrega o necessário para uma franquia!

O pequeno Arthur teve de fugir do seu reino, pois seu tio, tomara o trono a força de seu pai Uther. Sendo acolhido em um bordel, ele cresce e passa a comandar os negócios ilícitos do local. Porém a espada Excalibur desperta e com isso, a lenda do nascido rei se torna real e pode estragar os planos daquele que está no comando de Camelot.

 A direção de Guy Ricthie traz o melhor do que conhecemos do diretor em outros trabalhos. Câmeras rápidas, movimentação que envolve diversos pontos da cena, história contada em flashforward e flashbacks. Além disso, os efeitos visuais e o design de produção criam uma ambientação crível e ao mesmo tempo anacrônica. É notório perceber a personalidade de quem está na cadeira de diretor na sequência inicial, um grande momento de ação acompanhado de uma trilha sonora carregada de cordas e tambores.

Entretanto a narrativa não sabe o que realmente quer transmitir. No primeiro ato é uma grande história de gangster da idade média, logo se torna um dramalhão que se esforça em sustentar cenas onde se tenta criar uma interação, que não existe, do grupo de "cavaleiros" de Arthur, e o seu clímax parece ter sido retirado de uma cutscene de DarkSouls. A personalidade do diretor entra em choque com o orçamento que havia pra ser gasto, se perde em exageros e não trabalha o elenco de forma assertiva.

O mesmo elenco, encabeçado por Charlie Hunnam se esforça com uma modernização sufocante do roteiro. O protagonista, quanto herói de ação convence, mas quando é necessário o drama, o sofrimento, o desespero, a canastrice ganha força em tela. Da mesma forma Jude Law, mal explorado e fazendo um vilão que mais parece uma versão "Ritchiniana" de qualquer madrasta da Disney!

Rei Arthur: A Lenda da Espada não sabe ao certo o caminho que pretende trilhar. Ora carregado de elementos peculiares, únicos, ora tentando compensar o distanciamento das lendas 'arthurianas' com referências rápidas e citações esquecíveis. 
Ainda que dirigido com um estilo incomum, a história do dono da espada Excalibur é mais uma tentativa de franquia hollywoodiana que serve para promover grandes sessões de pré-estreia e entrevistas com atores empolgados. Pois ao sair do cinema, a vontade que dá é a de assistir "A Espada era Lei" novamente. Ao menos, nesse Merlin aparece!

Nota: 2/5 (Regular)
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