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Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar - CRÍTICA

Fórmula é repetida numa troca descarada do subtítulo!

Já conhecemos Piratas do Caribe de outras quatro aventuras, principalmente o seu excêntrico protagonista. Logicamente, como toda franquia de sucesso, esta deve retornar para apresentar novos personagens, resgatar aqueles que tanto fazem a alegria dos fãs e render cenas de ação, piadas, efeitos visuais. Entretanto, uma hora isso se torna cansativo! A pessoa que dormiu ao meu lado na sessão que o diga!

Henry, um jovem marujo, quer encontrar o tridente de Poseidon, pois o mesmo tem o poder de quebrar todas as maldições que existem no mar. Mas para isso, ele precisará da ajuda da jovem Carina, uma astrônoma capaz de encontrar o local do objeto mágico, e do sempre complicado capitão Jack Sparrow. Que desta vez deverá enfrentar uma ameaça do seu passado, de nome Salazar.

Joachim Ronning e Espem Sandberg assumem o quinto filme da franquia dos piratas caribenhos fazendo o que se espera. Uma sequência de abertura para dar ânimo a trama, uma apresentação do protagonista através de um momento cômico, diálogos acelerados sobre diversas situações, bom uso dos efeitos visuais e fotografia. Tudo é replicado, repetido e refeito. Não que isso estrague algo ou tire o mérito da direção. Pois temos um momento envolvendo um enforcamento e uma guilhotina que certamente é o melhor da película. 

Porém A Vingança de Salazar se perde não apenas na confusão que envolveu o seu nome. 
Do nada, surge o subtítulo inglês que facilita a tradução literal em português e ignora totalmente a ideia original, que fazia todo sentido com relação a trama.(Dead Men Tell no Tales, algo como, Homens mortos não contam histórias)
E a narrativa faz questão de inserir piadas que não funcionam, cria momentos com personagens que você não sabe de onde surgiram, fazendo com que a edição também se torne amadora. Com cortes abruptos em alguns momentos, demora para o espectador se localizar na passagem de cenas que são importantes para o clímax, que por sua vez é apressado e repleto de obviedade.

O elenco antigo se mantém confortável em seus papéis. Geoffrey Rush vai do vilão ao aliado de forma assertiva. Orlando Bloom e Keira Knightley pouco tempo tem em tela para que retornem aos seus personagens. E Johnny Depp continua caricato, exagerado, porém com um tom de cansaço em reviver coisas que o público já sabe como vai ser. Os novatos acrescentam a narrativa, principalmente, Javier Bardem e Kaya Scodelario. O primeiro faz da canastrice um trunfo para um vilão com um visual criativo e amedrontador. E a segunda, comprova ser tão inteligente e competente  em cena quanto sua personagem.

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar é o mais do mesmo dessa franquia milionária da Disney, ainda que divertido e engraçado. Talvez ela não funcione sem o seu capitão Jack Sparrow, todavia, apresentando novos rostos é possível dar continuidade as histórias pelos sete mares. O que falta não é simplesmente contar uma narrativa única, e sim, repensar as ideias. Pois já entendemos que é fácil reprisar fatos e fórmula. 
Mas isso o protagonista já faz desde o primeiro filme, não é mesmo? Com trejeitos, falas e piadas que não mudam? Ok, paro por aqui!

Nota: 3/5 (Bom)
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