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Alien: Covenant - CRÍTICA

Certas histórias não precisam ser contadas, não é mesmo, Ridley Scott?!

O grande problema de não aprender com erros do passado é voltar a repeti-los de igual forma. O cinema é uma arte onde os erros podem acontecer diversas vezes, de maneira muito semelhante. E quando você se coloca na missão de contar uma aventura para trazer explicações que ninguém pediu, sobre um passado que não interessa, os erros vem em grande escala. E nem estou falando daqueles cometidos pela tripulação da nave do filme!

Alien: Covenant relata a missão da nave que dá nome a película que está em direção a Origae-6, planeta que servirá de nova colônia para os humanos. Entretanto, um sinal, de um planeta próximo ao seu trajeto, pode antecipar essa colonização, ou se tornar um pesadelo em larga escala.

Novamente na cadeira de diretor, Ridley Scott comprova que não sabe o que contar para servir de prequela de O Oitavo Passageiro. De uma maneira desleixada e sem qualquer criatividade, este longa é uma sucessão de diálogos descartáveis, situações previsíveis, e uma tentativa de criar um terror que não convence. 
Nenhuma das cenas onde uma atmosfera densa é criada se sustenta ao até o final, não há senso de perigo nas situações, além disso, o roteiro comprova o que já aprendemos de anos de filmes sobre tripulações espaciais muito curiosas, todos acabam esquecendo de usar a inteligência. 

De igual modo, o diretor não consegue operar a câmera criando o que fez do primeiro Alien um sucesso, a sensação de aprisionamento e clautrofobia. Tudo aqui é tão amplo, claro, espaçoso, que poderia dar oportunidade de fuga para mocinhos e Xenomorfo. Que por sua vez sofre com um CGI extraído de jogos de video-game da primeira geração de consoles. Uma ofensa total do criador à sua criatura assustadora de 1979! E ainda que faça ligação com o clássico, que não merece ser antecedido por Prometheus e Covenant, tal conexão é uma mera entrega obrigatória de quem tornou sua franquia preguiçosa e longe do verdadeiro horror espacial.

Alien: Covenant não tem personalidade, terror ou muito menos um antagonista que cause uma sensação de medo tão grande que seus gritos não possam ser ouvidos do espaço. Ora drama familiar caricato, ora ficção científica sem um pingo de inteligência, Ridley Scott nos demonstra em tela o que é uma oportunidade perdida. Tão perdida quanto a tripulação dos dois filmes que antecedem Alien: O Oitavo Passeiro. 
Saudade da Ripley!

Nota: 1/5 (Poupe o seu dinheiro)
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