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Vida - CRÍTICA

Realmente, no espaço, ninguém te ouve gritar!



Os filmes de terror que acontecem no espaço praticamente nos apresentam uma fórmula quase igual. Entretanto surge sempre alguém que consegue trazer a esse derivado do terror Sci-Fi algo empolgante e aterrador. O que soa muito melhor do que prólogos de aventuras especiais que não dão certo ou continuações de algo que não pedimos!

Um grupo de astronautas, em missão na Estação Espacial Internacional, consegue resgatar uma sonda com amostras do solo de Marte, que poderão conter a primeira prova de vida alienígena. Porém quando um organismo recém descoberto evolui de forma agressiva e perigosa, a missão de descoberta pode chegar ao fim, e até mesmo, a vida no planeta Terra pode estar comprometida.

Daniel Espinosa dirige a película de forma que nos apresenta a grandiosidade do espaço logo de cara, ressaltando isso diversas vezes em alguns planos, além de aproveitar o efeito de gravidade zero criado em sequências, que com a ajuda da fotografia e da trilha sonora, estabelecem a atmosfera de suspense e perigo! É perceptível que houve inspiração e referências diretas de Alien - O Oitavo Passageiro, Gravidade, 2001 - Uma odisséia no espaço. Principalmente quando a necessidade de demonstrar que o universo é o oposto dos corredores claustrofóbicos da estação.

Infelizmente, usar de fontes tão peculiares deste gênero pra se inspirar, pode causar uma certa antipatia por parte de alguns espectadores. Pois, em diversos momentos é possível entender o que vai acontecer antecipadamente, e a narrativa, que opta pelo óbvio em seu clímax, enfraquece a proposta da produção, que também beira a superficialidade em algumas explicações e diálogos. Ademais, o CGI usado na criatura, por diversas vezes, destoa do restante, e o design escolhido é uma amalgama de outras ameaças espaciais já conhecidas.


O elenco por sua vez não possui um protagonista definido, fazendo com que a torcida pela sobrevivência se torne ampla. Rebeca Ferguson, Jake Hyllenhaal e Hiroyuki Sanada, devem causar maior empatia ao público. É perceptível que seus personagens possuem camadas não exploradas e que devido aos fracos diálogos, não puderam ser apresentadas, porém isso não diminui o valor de suas atuações. O contrário de Ryan Reynolds que agora, aparentemente, não consegue mais sair da persona de Deadpool.

Vida não é inovador ou um "novo Alien", é satisfatório em sua proposta e até ousado no desfecho da narrativa. Todavia, carece de genialidade e originalidade que seus "antecessores" do gênero souberam explorar de forma memorável. 
No espaço, onde ninguém pode ouvir você gritar, o perigo apresentado se torna até carismático, ainda que os planos para detê-lo culminem em algo que você certamente já sabe. Ou seja, está na hora da NASA inovar seus protocolos. Calvin que o diga!

Nota: 3/5 (Bom)
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