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Guardiões da Galáxia Vol.2 - CRÍTICA

Família, Família... E o resto da música você conhece.

Dilemas familiares são um prato cheio para toda e qualquer mídia, até porque, conflitos que envolvem segredos e revelações são altamente interessantes, principalmente quando se trata de um bando de mercenários espaciais que tentam de maneira nada convencional salvar a galáxia! 
Em outras palavras: I am Groot!

Os Guardiões da Galáxia precisam ajudar os Soberanos a combater uma ameaça, porém após o serviço, algo dá errado e a equipe acaba fugindo pelo universo acabando por encontrar Ego, um ser misterioso. Ao mesmo tempo, deverão lidar com seus próprios dilemas que envolvem lealdade, fraternidade e família.

James Gun repete a fórmula do seu primeiro filme, visualmente impecável e carregado de uma sonoridade ímpar. É nítida a confiança do Marvel Studios em seu trabalho, e perceptível o quanto Gun se sente confortável na cadeira de diretor. 
A sequência inicial é um espetáculo a parte pois temos um dos personagens em primeiro plano, enquanto uma batalha gigantesca acontece ao fundo. Um presente aos olhos!
As cores facilitam ainda mais o trabalho de direção em ritmo a fotografia, cada ambientação expressa imageticamente o que é transmitido. Seja no salão da Sacerdotisa dos Soberanos, ao Planeta Ego e o interior das naves. O visual é um trunfo para sequências de ação grandiosas, onde a câmera, brincando de enquadrar todos os heróis, demonstra os acontecimentos de acordo com sua proposta. 
E certamente uma das músicas tocadas ficará ecoando em sua cabeça, já que o Awesome Mix Vol.2 é tão bom quanto o primeiro!

Entretanto, o roteiro se faz repetitivo diversas vezes. Não apenas em criar “clipes musicais” onde não havia necessidade ou usar de piadas que não encaixam em determinados instantes, mas reforçar informações que já foram ditas nos trinta minutos iniciais da aventura, é fastidioso. Além disso, o último ato tenta "obrigar" uma sensação de perigo e perda de um dos protagonistas que sabemos que não é a realidade do universo Marvel, principalmente porque sua permanência já está confirmada.

Citando o elenco, Zoe Saldana, Karen Gillan, Dave Bautista, Pom Klementieff, acrescentam a cada momento em tela. As primeiras resolvendo questões deixadas da história anterior, os últimos, numa relação quase de pai e filha. Chris Pratt continua assertivo em seu Star Lord, embalado pelo seu carisma, entretanto, sua interação com Kurt Russel, que é o mesmo em todos os últimos papéis da carreira, é enfadonha e cansativa. O contrário de Bradley Cooper, que ao emprestar a voz a Rocket, consegue apresentar novas camadas da personagem, e Michael Rooker, assertivo e confortável em cada momento de Yondu em tela.


Guardiões da Galáxia vol. 2 é uma aventura despretensiosa e repleta de um humor que vai do nonsense ao ácido, copia momentos da produção original e não se preocupa em estabelecer fatos para que o universo da Marvel continue conectado. Trazendo a temática familiar, a produção soa como aquele almoço de domingo, onde todos estão em volta da mesa, falando ao mesmo tempo, onde você sabe que seu tio fará as mesmas piadas, onde sua mãe certamente brigará com sua tia, e seu irmão adolescente irá reclamar. Mas querendo ou não, é família, seja no espaço, ou na Terra, seja com um guaxinim ou uma árvore, ao final haverá união. E uma bela trilha sonora se tudo der certo!


Nota: 4/5
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