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Punho de Ferro - 1ª Temporada - CRÍTICA

Marvel,  abrace seu universo místico sem medo! Por favor!

Sejamos sinceros, adaptar os elementos místicos e mágicos nunca foi um forte da Marvel em suas mídias, e isso aparenta que a Casa das Ideias, independente de estar na televisão ou no serviço de Streaming, tem vergonha do cerne de alguns personagens, o que pode se tornar um grande problema quando temos que contar a história de um grande mestre nessas artes. 
Punho de Ferro então é ruim? Não! Mas está longe do nível do Demônio de Hell's Kitchen.

Danny Rand retorna quinze anos após ser dado como morto junto de sua família. Agora, tendo que provar quem é realmente, e aprender a dar continuidade no voto de ser o Punho de Ferro, o protetor da cidade sagrada de K'un Lun, enfrentará organizações criminosas dentro e fora do que um dia já lhe foi familiar.

Punho de Ferro nos apresenta uma estética semelhante as outras produções da Marvel em parceria com a Netflix, acrescentando uns detalhes a mais. Explora bem os ambientes, como grandes sala de reuniões, dojo, e corredores amplos. A fotografia em algumas vezes nos faz referência as cores do herói, colocando uma luminosidade verde e amarelada nos momentos de Danny em cena. E esses detalhes dão um tom jovial e até leve em alguns instantes do desenvolvimento da história, já que a maioria dos episódios sai do convencional das produções anteriores, e aposta em transcorrer cenas durante o dia!

Todavia a série não usa o tema principal de sua narrativa, a identidade do seu protagonista!
A história sobre a Arma Viva de k'un Lun aparenta não levar a sério o universo místico criado nos quadrinhos, tendo que constantemente se apegar no realismo para nos lembrar que isso é uma narrativa igual as que já nos foram apresentadas nos seriados anteriores da Marvel/Netflix!Chegando a um ponto onde Danny não se desenvolve!

Assim, as lutas diversas vezes bancam o artificial e caricato, nada agressivo aos olhos, mas que para quem assistiu as duas temporadas de Demolidor, sente que se tratando de uma trama sobre um mestre de artes marciais, a maestria nesse caso, não acompanhou o Punho de Ferro de volta a Nova Iorque. Existe uma ausência de personalidade e criatividade nesse quesito!

Além disso, há uma inconsistência quando se trata de desenvolver o vilão da trama. De dois em dois episódios a alcunha passa de mão em mão e quando realmente o auge do inimigo deveria ser colocado em cena, falta convencimento. De quem está atuando principalmente. Seria a "Maldição Marvel de Vilões Fracos do Cinema" atingindo as séries?
Contudo, o grande trunfo de Punho de Ferro está em não se apegar ao sofrimento e a decadência. O que falta de misticismo, é compensado em diversas conversas, e interações que acrescentam ao desenvolvimento da história. Um ponto positivo que acaba por descaracterizar o que mais importaria.

Punho de Ferro deixa de lado sua essência mística, para que Danny Rand de sobressaia ao fim das contas. Uma arriscada escolha para uma primeira temporada, mas ao mesmo tempo uma forma de manter o público esperando pela continuidade da narrativa. Se isso é apenas o início da jornada para que realmente possamos vê-lo como Mestre, eis mais um acerto da Netflix. Caso contrário, por mais que a mão acesa seja uma adaptação interessante e funcional, ainda falta coragem quando o assunto é o universo místico da Marvel! E que falta fez um dragão!

Nota: 3/5(Bom)
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