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Power Rangers - CRÍTICA

Go, go, go Power Rangers! Agora eu quero ser o azul!


“Eu sou o Vermelho”!
Talvez se você não viveu a infância na década de 90, essa frase não seja tão familiar. Mas, para os demais que desfrutaram dessa época, brincar de ser um Power Ranger era uma das melhores coisas para se fazer. E partindo do sentimento nostálgico, usando os principais elementos e atualizando personagens, eis uma simples história de origem sem qualquer pretensão de ser sombria-realista ou cult.

Jason, Kimberly, Trini, Billy e Zack são adolescentes que estão tentando se encontrar no mundo. Carregam em suas histórias as perdas, sofrimento e dúvidas. Porém, após um incidente em uma pedreira, eles encontram as Moedas do Poder, tendo a chance de se tornarem os Power Rangers, heróis que tem a missão de impedir uma força do mal de destruir a vida como a conhecemos.

Desda a primeira sequência que acontece em um carro, onde a câmera acompanha toda a movimentação, é perceptível a nova forma de contar a história dos heróis coloridos. Dean Israelite opta por usar uma câmera tremida, que não se afasta dos seus atores, está lado a lado dos movimentos. A palheta de cores traz uma atmosfera extraída de clássicos da década de oitenta, o que eleva o pensamento de uma história de origem pautada no vínculo entre a equipe. Ao mesmo, nas sequências de ação, explora os movimentos dos Rangers e nos dá um espetáculo, em alguns momentos caricato, onde o que poderia ser clichê se torna uma novidade bem executada.

Assim, a construção de personagens faz com que os momentos dos adolescentes entendendo o seu lugar, e compreendendo quem são gere uma relação de empatia com o público, na maioria das realidades expostas. É possível entender o arrependimento de Jason, se compadecer do Zack, desejar ser amigo do Billy e dar forças a Trini. Mas Kimberly é quem sofre com o exagero colocado em seu arco, uma tentativa de renovar a história com algo tão costumeiro hoje em dia.


Mas é Elizabeth Banks quem rouba a cena, a vilã, ora engraçada, ora extraída de um filme de terror, faz da ameaça algo além do físico, mexendo com o psicológico e até mesmo com as convicções dos Rangers. O tom afetado, misturado ao carisma da atriz, em diversas cenas, é o que precisávamos para uma personagem que em suas origens não pretendia transmitir nada filosófico ou intelectual. Apenas gritar para o seu monstro crescer, e ela o faz!

Infelizmente, Power Rangers se perde no quesito tempo de tela dos mesmos, toda a sequência de morfar até o momento do surgimento do Megazord é rápida, apressada e repleta de informações entregues abruptamente. O que sobra no apego de tornar as situações das personagens críveis, falta em colocar a equipe para trabalhar unida contra um inimigo comum por mais de uma vez e abraçar sem medo o que a série original realizou.

Power Rangers é a infância sendo vivenciada outra vez, é aquele sentimento nostálgico que nos alegra, e a empolgação de ver um Megazord montado e pronto para o combate. O espírito jovial e de novidade fazem dessa película uma aventura simples e objetiva na proposta que carrega. Em um universo de heróis que precisam se provar através do sombrio e realista, os guerreiros de Zordon passam por todos os tons e ainda assim conseguem acertar no que se trata de atualização. Transformando a experiência cinematográfica em um retorno a memória das brincadeiras de criança, onde sempre se esperava um robô gigante para derrotar a ameaça do dia. 
E não é que ele surge, com direito a explosão e música tema!

Nota: 4/5 (Ótimo)
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