Ads Top

Kong: A Ilha da Caveira - CRÍTICA

A narrativa fica de lado quando o que importa é o Kong!

Um filme de monstros é sempre uma alegoria do que realmente a raça humana gostaria de transmitir. Normalmente, um ser gigantesco destruindo tudo ou enfrentando outra ameaça, é uma metáfora para diversos conflitos existentes, principalmente o do homem contra a natureza, seja ela a externa, ou a sua própria. Nisso, esta nova história de King Kong referencia o clássico, os dramas de guerra, e ainda consegue tempo para os conflitos. Samuel L. Jackson que o diga!

Um grupo de exploradores descobre uma ilha onde espécies muito antigas de criaturas podem ainda habitar. Partindo então para desbravarem o que existe no local que dá nome ao longa, eles descobrirão que existem perigos em proporções jamais vistas.

Jordan Vogt-Roberts faz bem seu trabalho na cadeira de diretor. Cria uma atmosfera de aventura assim que a exploração começa, usando de uma trilha sonora que reverencia clássicos da década de setenta, criando ambientes com uma luminosidade praticamente extraída de desenhos, além de brincar com luzes neon e com um colorido tropical em suas cenas. 
A ação é filmada por diferentes pontos e perspectivas, a imponência de Kong diante de tudo e todos fica nítida desde a primeira aparição, e isso é usado a cada sequência de acontecimentos em tela que contam ou não com a presença do gorila gigante.

Entretanto, por mais que o clássico da década de trinta seja referenciado, assim como Bom dia Vietnã, Apocalypse Now, Platoon, e o King Kong de 2005, "A Ilha da  Caveira" pouco explora os elementos que elenca em seu roteiro. Diversos personagens são desnecessários ou possuem falas esquecíveis, assim como não há arcos para que a presença de tais seja justificada. Da mesma forma, a necessidade de se firmar como aventura, estabelece uma previsibilidade, principalmente quando algum explorador se encontra sozinho em cena, ou membro do exército está em um ambiente novo. Além disso, a edição nos minutos iniciais faz cortes de cenas abruptos, que quase confundem quem está assistindo, e o CGI apresentado na introdução beira produções de baixo orçamento.

O elenco principal em si tem poucos destaques!
Samuel L. Jackson é uma amalgama de suas últimas atuações com um leve toque de loucura nada convincente. Brie Larson não decide se sua fotógrafa é una jovem indefesa ou heroína de ação. Resta então para Tom Hiddleston sair do estereótipo de anti-herói de filmes saídos dos quadrinhos, para um aventureiro que entende e transmite as emoções assertivas nos momentos de deslumbre com o desconhecido. E loucura mesmo podemos encontrar nas expressões de John Goodman e nos ótimos momentos de John C. Reilly em tela.

Kong: A Ilha da Caveira, é divertido, ainda que despreocupado com a profundidade de seus personagens, é empolgante, em suas cenas de ação, é selvagem ao apresentar o rei da ilha, de uma maneira que o filme de Peter Jackson não conseguiu. Tudo isso é mais um passo para que a Warner consiga colocar nos cinemas um conflito que há muito se espera, um conflito diferente dos citados no início deste texto. O embate para definir o rei dos monstros definitivo. 
E após as inúmeras batidas no peito e grandiosidade monstruosa demonstrada violentamente, acho que já escolhi o meu lutador!
Nota: 4/5 (Ótimo)
Tecnologia do Blogger.