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ESPECIAL - Ghost in the Shell


A filosofia da ficção científica

Nesta quinta feira dia 30/03 chega aos cinemas a adaptação hollywoodiana do mangá lançado em 89 de Masamune Shirow, Ghost in the Shell. Influência direta para as irmãs wachowski para conceber The Matrix, o anime (junto com Akira) é um expoente de cultura cyberpuk e referência estética para produções ocidentais.

A primeira adaptação do mangá para o cinema se deu em 1996, produzida pela Production I.G e com direção de Mamouru Oshii. O enredo se passava em 2029, em um mundo altamente tecnológico com ciborgues, inteligências artificiais e terrorismo virtual. Somos apresentados a Seção 9 (uma divisão de ciberterrorismo e outros crimes envolvendo tecnologia), liderados por Major Mokoto Kusanagi. Eles tem um trabalho árduo, uma vez que a maioria das pessoas desse mundo tem implantes cibernéticos, são muito mais suscetíveis a ataques do tipo. 

Isso tudo é claro, é um pano de fundo para o que realmente importa aqui. A filosofia por trás do argumento é que faz Ghost in the Shell tão aclamado. Temáticas sobre I.A e o próprio conceito de humanidade. Quando a realidade permite que se substitua todas as partes do corpo por implantes artificiais com melhoria de desempenho, até que ponto se continua humano? O que é ser humano? É o conjunto de carne, ossos e consciência ou podemos dizer que apenas o espírito é suficiente? Os personagens como o título sugere, são fantasmas presos em conchas?

A ficção científica sempre esteve voltada para esses aspectos filosóficos e não por menos a cultura pop tem voltado a abraçar o tema. Sempre que se tem um grande salto tecnológico a comunidade fica alvoroçada com as possibilidades de tal salto e os conflitos existentes no uso de tal tecnologia.

The Matrix questionava o que é realidade fazendo alusão ao mito da caverna de Platão, Akira e as questões da natureza corruptível do poder, Blade Runner e a ética da manipulação genética e apropriação humana de outras formas de vida e mais recentemente com a série da HBO: Westwoorld, voltamos a questionar moralidade, o que é consciência e os limites da realidade simulada.

A adaptação traz Scarlett Johansson no papel de Major. A atriz já tem experiência com o tema e se sai bem, como podemos notar em Her, onde interpretou a inteligência artificial Samantha (Eu também me apaixonaria pela Siri se ela tivesse a voz da Scarlett Johansson). A direção é de Rupert Sanders, que não tem muitos trabalhos de destaque a não ser Branca de Neve e o Caçador.


Ghost in The Shell chega aos cinemas em 30 de março.
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