Ads Top

Stranger Things - 1ª Temporada - CRÍTICA

Stranger Things, a nostalgia e o poder da Netflix



Mexer com os anos oitenta é mexer com todo e qualquer sentimento saudosista de uma época onde a criatividade das produções hollywoodianas estava em alta. Spielberg que o diga, seus grandes filmes surgiram nessa época e até hoje são fonte de inspiração, homenagem e referências a diversas produções. Stranger Things é uma homenagem que nos leva a infância, as descobertas, o amadurecimento e as lembranças. Um poder que somente a Netflix possui ultimamente!

Misteriosamente o jovem Will Byers desaparece após uma partida de RPG com seus amigos Mike, Lucas e Dustin. Tudo isso pode estar ligado a uma estranha fuga de um laboratório do governo próximo à cidade Hawkins. E isso, é só o começo de uma aventura bizarra que envolve muitos mistérios.

Os Irmãos Duffer conseguem trazer de volta toda atmosfera oitentista, tanto na ambientação como em sua trilha sonora repleta de clássicos do rock. A fotografia também é um acerto, uma paleta de cores amarelada, e em diversos momentos acinzentada, permeiam as cenas. A abertura da série, com o letreiro neon e o chuviscado, é uma complementação a tudo que iremos assistir. E junto de Shawn Levy, a direção nos contempla com tomadas que dão foco aos diversos elementos em cena, valorizam as atuações e mantém a atmosfera de mistério em todo tempo.

Porém, Stranger Things não se mantém apenas nos acertos. Certos arcos são dispensáveis e previsíveis, como o que envolve Nancy, Steve e Jonathan. Você sabe qual será a reação do namorado, da menina que perdeu a virgindade e do esquisito! Assim como certas decisões do delegado da cidade e sua postura de coragem! O roteiro realiza um ótimo trabalho para manter os mistérios onde eles devem ficar até a hora da revelação, entretanto, a obviedade, pelo fato de emular diversas obras conhecidas, acaba atrapalhando algumas sequências. Falando em obras conhecidas, Evil Dead, Tubarão, O Enigma de Outro Mundo, Stephen King, Star Wars, Dungeons & Dragons, O Senhor dos anéis e Os Goonies, são algumas das referências que podemos encontrar na série.



E não posso deixar de citar o elenco, principalmente o infantil, Mike (Finn Wolfhard), Lucas (Caleb McLaughlin), Dustin (Gaten Matarazzo) e Eleven (Millie Bobby Brown), que demonstram em cada gesto, fala e expressão como se deve viver uma aventura, e nesse processo, crescer e estabelecer vínculos de amizade. Cada um trabalha seu personagem com maestria, dando crescimento, e transmitindo total controle das emoções. No âmbito adulto, Joyce, vivida por Winona Ryder, é quem aproveita cada oportunidade, indo da loucura a sanidade, da seriedade a poucos momentos divertidos, expressando a força de uma mãe para encontrar seu filho.

Stranger Things certamente irá despertar nos amantes da cultura pop um total sentimento de satisfação. É uma linda homenagem a tudo que foi vivido nos anos oitenta, seja através do cinema ou da música e apesar da previsibilidade em alguns momentos, consegue despertar novamente o sentimento de aventura e mistério de muitos! A Netflix consegue mais uma vez, abrindo um portal através do tempo e trazendo a nossa memória tudo aquilo que nos causou arrepios, deslumbramento e alegria. O poder do serviço de streaming é muito maior do que pensamos. Eleven que o diga!
Tecnologia do Blogger.