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Rogue One: Uma história Star Wars - CRÍTICA

A história que precisava ser contada


Star Wars não é apenas um dos grandes fenômenos do cinema, é uma história que a cada capítulo novo faz com que fãs venham às lágrimas e vibrem a cada momento revelado. E desta vez, a narrativa que poderia ter gerado certa estranheza pelos fatos contados se torna a história que precisava ser contada no cinema.

Pra quem conhece a famosa ‘space opera’ sabe que a primeira Estrela da Morte só teve seu fim por conta do sacrifício de alguns rebeldes. Rogue One nos leva do momento onde esse improvável esquadrão se une até o roubo dos planos da arma imperial para Aliança Rebelde.

Gareth Edwards nos apresenta um ponto diferente do cânone, onde realmente a guerra é hostil e visceral. Cada sequência de ação é uma parte da grande história sendo contada, a movimentação de câmera é precisa nos movimentos dos atores, o ponto de vista deixa o poderio bélico do Império ainda mais assustador, a forma como as naves cruzam o céu e o embate acontece é nostalgia pura. Existe um saudosismo emulado a honra ao material original da década de 70, principalmente porque Rogue One se passa antes do episódio IV. Isso combinado com uma exímia ambientação, figurinos e fotografia que enaltecem cada local da galáxia que conhecemos. Para um fã deslumbrado, eu nesse caso, até o acender dos painéis de controle da Estrela da Morte são uma forma de amor à franquia.

Assim Rogue One não é simplesmente mais uma história de Star Wars, é uma narrativa que quebra algumas características e nos mostra que até mesmo o lado “bom da força”, comete ações duvidosas e ultrapassa alguns limites do que podemos considerar “atitude de heróis”! Porém, o roteiro se perde um pouco na repetição de algumas informações, principalmente quando a protagonista é o foco.

Jyn Erso, interpretada por Felicity Jones, não é uma heroína, mas reconhece o seu papel em meio à luta. Entretanto, é possível perceber que a rebelde não consegue atingir o nível necessário de empatia para que o público realmente abrace suas intenções. Assim como Diego Luna, que pontualmente, se perde entre a seriedade e um possível sentimento afetivo. Por sua vez o elenco de apoio é uma peça fundamental para funcionamento da trama, cada um, em suas decisões completa o que vem sido contado, formando um esquadrão com que o espectador realmente se importe.
E Darth Vader? O maior vilão da sétima arte é tudo aquilo que vimos na trilogia original e além.

Quando a voz de James Earl Jones ecoa pela primeira vez não há arrepio que não surja, lágrima que não caia, e pressão que não suba. Certamente, o meu temor pelo maior lorde Sith que conhecemos retornou. Não gostaria que ele surgisse em um corredor escuro empunhando o sabre de luz. Não mesmo!

Rogue One é um hino de amor à franquia Star Wars onde a guerra não é uma simples citação ou acontecimento paralelo. A história nos mostra que os sacrifícios por um ideal são maiores que ambições individuais.
Carregado de referências, aparições, citações, com um desfecho emblemático e frenético, eis a história que precisava ser contada. Eis a história que não pode ser esquecida. Eis novamente Star Wars arrancando lágrimas deste escritor.
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