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Resident Evil 6 - CRÍTICA

Faltou um grande desfecho, uma grande ideia e um grande início.
Por Willian Weber

Há quem diga que Resident Evil não deveria ter se tornado uma franquia cinematográfica pelas mãos de Paul W.S. Anderson, há quem defenda os cinco filmes anteriores da franquia e há quem após o ‘Capítulo Final’, não consiga entender o porquê de um desfecho onde a narrativa simplesmente não consegue definir para onde vai.
Eu sou a terceira pessoa!
Alice continua sua luta contra Umbrella e desta vez a própria Rainha Vermelha, computador central da corporação, é quem a convoca para que finalmente o T-Vírus possa ser detido. Mas para isso é necessário retornar aonde tudo começou, Raccoon City, e confrontar inimigos conhecidos, novas armas biológicas e o passado da protagonista.
‘O capítulo final’ como um thriller de ação tem os seus bons momentos. Boas sequências, coreografias e uma estética que lembra uma amalgama de The Walking Dead e Mad Max, mas sem os acontecimentos emblemáticos das produções referenciadas. Paul W.S Anderson até demonstra controle e precisão ao filmar tais sequências e ao usar o 3D, entretanto nada vai além cenas pontuais e apressadas. A sensação é que o diretor queria transmitir toda a força de sua franquia nessa última produção, da mesma forma que as informações da narrativa.
A história contada nos lembra dos acontecimentos do passado, mesmo que ignore diversos personagens, sem qualquer explicação do que possa ter ocorrido. Assim, acrescenta uma nova ideia atrás da outra, como se houvesse a necessidade de comprovar ou firmar uma seriedade que não há como ter recuperada. E isso é nítido quando diálogos que parecem ter sido extraídos de seriados infantis são transmitidos ou quando a possível “grande revelação da franquia” é percebida em menos de 50 minutos de película.

E essa problemática se reflete em atuações caricatas, exageradas, e sem qualquer preocupação em transmitir ou causar alguma empatia com o público.

Milla Jovovich que o diga! A atriz estabeleceu no cinema algo importante, ser uma das mulheres com uma franquia de filmes de ação tão duradoura, porém sua atuação é pobre e repleta de frases de efeito para que sua presença como a grande Alice salvadora se estabeleça, sem necessidade. De igual forma, há uma cena entre a protagonista e o principal vilão da franquia que se repete de ‘Resident Evil 3: A Extinção’, aí a canastrice chega há um nível grandioso.
Resident Evil 6: O Capítulo Final é típico filme para quem gosta de momentos de ação sem qualquer necessidade de explicação ou conexão com a história, ou para aquele que gosta de efeitos visuais aplicados constantemente ou sustos previsíveis. A franquia estabeleceu a possibilidade dos filmes baseados em games ganharem vida longa nas telonas, infelizmente, através de uma semi-vida ou “zumbificada”. A percepção ao final é que na tentativa de um grande desfecho, faltou uma grande ideia, faltou um grande enredo, faltou onde chegar com tudo isso.
Na verdade, faltou um grande início, e isso deveria ter acontecido lá em 2002!
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