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O Chamado 3 - CRÍTICA

Samara, vítima de uma antiga maldição.



Acredito que a grande frustração de um roteirista, deva ser o fato do espectador conseguir descobrir a sua grande reviravolta na história em tela muito tempo antes do filme acabar. Porém, pior do que acertar o principal mistério, é acompanhar uma narrativa que não decide quais sequências de acontecimento quer seguir, ou qual gênero quer honrar. Só sei que a frustração é coletiva. E a maldição também!

Julia está sem contato com o namorado, Holt, há dias, e desde uma estranha ligação vinda do mesmo na universidade, ela não consegue dormir. Assim, a jovem vai de encontro ao rapaz, porém ambos acabam assistindo a fita de VHS que todos nós conhecemos, e novamente Samara decreta sete dias até a morte da protagonista, ao menos que Julia revisite o passado da maldição.

O diretor F. Javier Gutierréz, estreante em Hollywood, é mais um daqueles diretores que são jogados em projetos praticamente prontos para dar um 'ritmo' a ideia dos produtores e roteiristas. O problema é que na tentativa de continuar a franquia de sucesso O Chamado, não há personalidade, inspiração ou foco no que se deve acompanhar nessa continuação.  Os trinta minutos iniciais apresentam até uma ideia interessante sobre uma possível cadeia de acontecimentos, e um novo formato para que a maldição seja transferida. Entretanto, a edição repleta de cortes abruptos e uma indecisão na fotografia, fazem desses momentos desnecessários e sem qualquer encaixe no que há de vir. Ressalto um erro temporal gritante!
E quando a história deixa de se preocupar ou esquece de sua ideia que agrada a "Geração Twitter", temos cenas até interessantes, mas nada que irá causar uma horrenda sensação. Pois até as sequências assustadoras se tornam previsíveis e nada emblemáticas.

Da mesma forma o elenco não transmite um convencimento do risco que Samara representa. Matilda Lutz é a mocinha, a namorada, ora corajosa, ora perturbada, ora preocupada. Sua Julia não serve para vivenciar o que está a sua volta. Alex Roe é o típico namorado de filmes de terror. E ponto. Já Johnny Galecki, poderia ter sido melhor aproveitado e seu professor desenvolvido o arco que lhe cabia, caso o produção não precisasse de uma morte tão piegas.

O Chamado 3 funciona mais como um fan-film do que como uma continuação para a franquia de terror. A falta de firmeza nas ideias e criatividade, fazem da película uma paródia sem piadas que poderia ter sido realizada pela equipe de 'Todo Mundo Em Pânico'. Aquela sequência inicial do avião, desastrosa, patética e não citada pelo roteiro, que o diga! E assim, Samara se torna vítima de uma maldição, aquela que há anos persegue Hollywood, aquela das sequências que nunca deveriam acontecer!

Nota: 1/5 (Não gaste o seu dinheiro)


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