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Moana - CRÍTICA

Porque nós precisamos de Moana!


Em certo momento, Maui, o semideus com um anzol mágico, fala da sua importância e principalmente como se considera um herói para o universo. Porém, não é de um super podersoso tatuado que precisamos, e sim de Moana, a herdeira de uma tribo da Polinésia, com suas dúvidas, anseios e determinação. E por conta de cada uma de suas características é que a Disney sabe do que precisamos. Sabe quem pode representar tudo isso!
Moana é a jovem filha do chefe de uma tribo que vive sem se arriscar além mar. Porém, uma terrível maldição milenar se alastra pelo mundo e pode causar a destruição do lar da jovem e de seu povo. Então cabe a ela partir em uma aventura pelo mar, acompanhada de um semideus, enfrentando criaturas mitológicas, para salvar a todos.
Ron Clements e John Muskers (A Pequena Sereia) demonstram o quão bem sabem contar uma história, seja ela em animação clássica ou digital. Fotografia, ambientação, personagens, estaticamente Moana é impecável e repleto de detalhes que geram um deslumbre visualmente. Quando nossos olhos percorrem a ilha dos personagens, é quase impossível não acreditar que aquilo tudo não seja real!
Porém um problema é a narrativa, que se aparenta uma amalgama de várias outras histórias que já conhecemos e até mesmo, alguns recursos utilizados, como personagens que cantam em momentos inapropriados, ou até mesmo uma relação importante como a da protagonista e do mar, são mal elencados e aproveitados na história.

A história que em si é musical! E isso é importantíssimo quando falamos de qualquer animação Disney. Eu, por mais que não goste desses momentos onde tudo para durante a cantoria, entendi a profundidade das canções em Moana. How Far I’II Go e You’re Welcome são empolgantes, emocionam e te fazem cantar.
Moana é a diversidade e representatividade na melhor fase da Disney Animation. A cada fala, atitude, lição aprendida pela jovem aventureira, é perceptível o poder da protagonista e o quanto o seu exemplo é necessário! O auge da boa e velha “lição Disney” está na descoberta de saber quem é e o seu lugar, sem a necessidade de heróis externos, príncipes em cavalos brancos ou divindades. Se na jornada da autodescoberta bater uma dúvida, é bom ter o exemplo de Moana, pois ela representa não apenas aquilo é necessário, ela representa todos nós!
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