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La La Land - CRÍTICA

Ah! O poder de um bom musical.


Não sou um entusiasta do gênero musical no cinema. Poucos são aqueles que conseguem prender a minha atenção e proporcionar uma certa empolgação com suas músicas. Porém Damien Chazelle, escritor e diretor do sensacional Whiplash, nos leva através de uma história que celebra os musicais hollywoodianos em um espetáculo sonoro e visual!
Sebastian sonha em manter o Jazz vivo, e ter um espaço para que isso aconteça. Mia, é uma jovem em busca do estrelato como atriz. Ao se conhecerem, acabam se apaixonando, e isso é só o início da jornada de ambos em busca do sucesso, fama e dos sonhos realizados.
La La Land é um musical além do que se pode esperar. A sequência inicial da película onde não há a presença de nenhum rosto conhecido de Hollywood demonstra o quanto a música é o essencial para que a história aconteça. É a partir dela que Damien Chazelle dirige.
Sempre nos levando pela perspectiva de quem está em cena, aproveitando e enaltecendo cada elemento do cenário, e até mesmo externamente, o diretor nos entrega uma experiência visualmente bela. Com cores que vão das vibrantes nas estações como verão e primavera, até as mais acinzentadas, quando estamos no outono e inverno.
 E assim, as músicas acontecem! Além de bem executadas e no tempo certo de cena, elas ditam o ritmo, fazem a narrativa acontecer, até mesmo quando nada está sendo tocado, e nos brindam com números que homenageiam os clássicos musicais. Dos mais exagerados e teatrais, até os mais dramáticos e introspectivos.

Tais momentos não seriam os mesmos sem a presença de Ryan Gosling e Emma Stone, o casal de protagonistas demonstra uma relação em tela convincente. É nítido ver o esforço de ambos em cena, tanto nos momentos de cantoria, quanto nos de dança. E esse talvez seja o charme de colocar dois atores sem tanta experiência nesse quesito, e ver o seu desenvolvimento e entrega até o fim da produção. O que torna Mia e Sebastian sonhadores em uma Los Angeles de oportunidades.
La La Land é a demonstração do poder de um bom musical. Empolgante, colorido e envolvente, é impossível não ter vontade de dançar e cantar quando os créditos sobem. Chazelle arrisca em realizar uma produção original em um gênero que usa dos grandes nomes de Hollywood como muletas, celebra os grandes espetáculos do passado, e traz para uma nova geração uma definição de sonho através da música. Ao final eles cantam as estações, o sucesso, as conquistas e a vida!
Que vontade de vivenciar a sequência da rodovia!
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