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Doutor Estranho - CRÍTICA

Um caleidoscópio psicodélico chamado Doutor Estranho



Quando o universo cinematográfico da Marvel foi estabelecido no cinema muito se esperou da magia em tela. Pois de sua quase inexistência nos filmes do Thor, partimos para uma apresentação, logicamente nas mãos do Mago Supremo, boa, mas não poderosa!

Stephen Strange é um famoso cirurgião, egocêntrico, altivo, sua vida e genialidade na medicina são as únicas coisas que importam. Após um acidente de carro onde perde os movimentos das mãos, ele parte em jornada pela cura, que o levará até o local onde deverá expandir sua mente para entender e aprender muito mais do que imaginou.

Somos apresentados aos multiversos em uma viagem visualmente incrível. Scott Derrickson, o diretor, consegue criar elementos e cenas onde à surpresa pelo desconhecido e mágico se torna uma relação com o público.
Assim, a psicodelia e o colorido são um show a parte. A escolha de câmera que acompanha os movimentos ao conjurar a alteração do espaço é um trunfo, e fazer com que prédios, paredes, solo se transformem em um grande caleidoscópio é de encher os olhos. Sequências que envolvem escadas, portais, e a manipulação de tempo fazem desse filme de origem um dos melhores do gênero!

Mas a “Magia Poderosa” está presente em todo tempo em Doutor Estranho? Não!
E a fórmula Marvel de fazer cinema é grande culpada.
Talvez essa viagem entorpecente em tela fosse ainda mais deslumbrante se tivéssemos um roteiro que não precisasse de piadas como muletas. Principalmente em ótimas sequências de ação onde o elenco se destaca.



Tal elenco, encabeçado por Benedict Cumberbatch, é o ponto crucial para aceitação dessa viagem. O protagonista foge de qualquer comparação à Robert Downey Jr. Stephen tem o ego como um combustível que pode ser facilmente modificado, seus trejeitos, expressões e piadas comprovam que o MCU escolheu formidavelmente o seu mago! E sua mudança e crescimento são visíveis e críveis! Rachel McAdams,Tilda Swinton, Chiwetel Ejiofor e Benedict Wong são mais do que meros coadjuvantes, ainda que não haja tanta profundidade para alguns, são o complemento para a jornada do herói, sem exageros ou caricaturas!

O vilão? Descartável e ponto! Porém outros dois ainda serão explorados e isso acende ainda mais a esperança por um embate grandioso!

Doutor Estranho nos apresenta a magia da Marvel na sétima arte em uma explosão visual deslumbrante. Temos então um mago e a promessa de que suas batalhas serão tão psicodélicas e caleidoscópicas quanto à primeira! Entretanto faltou coragem para que essa apresentação fosse suprema e poderosa. Talvez o medo de perder o público que gosta da fórmula? Talvez não seja a hora de um espetáculo maior? Questões em aberto ficam e talvez a fala de Mordo sobre coragem com Stephen devesse ser uma indireta a outro poderoso da Marvel. Não é mesmo Mr. Fiege?!
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