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Cinquenta Tons Mais Escuros - CRÍTICA

Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual melhor do que a do Grey.


Sexo sempre foi um tabu! E por mais que tenhamos acesso a informações, movimentos de empoderamento estejam acontecendo, liberdade de expressão que alcança a grande massa, quando o assunto é na horizontal, muitas pessoas se sentem incomodadas. 
Cinquenta Tons Mais Escuros é um destes incômodos, não por falar de sexo, sadomasoquismo, prazer, mas por tentar ser o que não é!

Anastasia tenta viver uma vida normal, após seu relacionamento com Christian Grey ter terminado de um jeito ruim. Porém, o milionário retorna para convencer a jovem de que desta vez ele pode fazer tudo diferente, e até mesmo da forma como ela quer. E isso os levará a segredos do passado e algo que colocará a vida da moça em perigo.

Tentei ao máximo me esforçar para explicar do que se trata essa continuação de Cinquenta tons de Cinza, sem parecer uma premissa de sessão da tarde ou retirada da contracapa de algum filme proibido para menores de 18 anos. Mas esforço maior parte do novo diretor, James Foley, que tenta elevar o nível de sedução, clima sexual e mistério. É perceptível as tentativas de criar uma tensão em torno da história e fazer com que os atores transmitam que aquilo é real. Como disse, tentativas, tentativas, sem acerto. 
Os cortes de cena são mal feitos, a música entrega o que vai acontecer segundos antes, a edição em diversos momentos não ambienta o espectador do que está acontecendo e tudo é uma fuga para a trilha sonora. Que desta vez é o que conseguimos resgatar desta chanchada sem o pornô.

As tais cenas de sexo, que duram pouco mais de 50 segundos em sua média, o que leva qualquer um a desconfiar da virilidade do Mestre Grey, são mecânicas, vagas, insossas e nada demais apresentam que um site especializado no assunto não possa fazer melhor! Sem falar que a câmera e a censura andam de mãos dadas em sequências, que se bem executadas, poderiam causar o verdadeiro objetivo dessa história.

E não podemos resgatar quase nada no quesito atuações. 

Dakota Johnson é o esforço em pessoa, ela quer ser levada a sério dentro de uma personagem tão vazia, e em alguns momentos você até torce para que ela saia dessa narrativa pobre e vá fazer algo que realmente a estabeleça como uma mulher forte. Porém essa torcida acaba devido aos diálogos piorados e sempre a mesma expressão que nos lembra outra protagonista feminina que namorou um vampiro brilhante. Da mesma forma que seu parceiro de cena, Jamie Dornan. Na verdade ele é pior. Faz sempre a mesma pose quando está em tela, a mesma cara de "Você tem que entender que eu sou o galã", e nem quando é necessário que a emoção tome conta, a canastrice fala mais alto.

Cinquenta Tons Mais Escuros é repleto de boas intenções. Quer ser pornô, filme romântico, filme de suspense dos anos 90, thriller fantasmagórico, sensual, erótico, profundo, enigmático, mas o que consegue é estabelecer uma distância considerável de qualquer um do pontos citados. Talvez eu não seja o público para esse tipo de produção, porém, o cinema é a arte de fazer com que tabus sejam quebrados ou discutidos. E o que a história do Sr. e da Sr. Grey consegue causar é confusão, regada com rápidas cenas de sexo, um mistério cafona e um pouco de safadeza. 
Até esse final ficou mais erótico que a película inteira!

Nota: 1/5 (Não Gaste o seu dinheiro)
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