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iBoy - CRÍTICA

Se não for pra causar não faça o filme



O serviço de streaming Netflix já faz parte do cotidiano de mais de 94 milhões de assinantes pelo mundo. A maior parte são fãs declarados de suas produções originais, sejam séries, filmes ou documentários, que costumam ter um elevado nível que qualidade, apesar de um deslize aqui e ali. Infelizmente quando se é conhecido por isso, a mediocridade cobra um preço maior.
iBoy não é um filme que se propõe a ser maior do que é, se encaixa bem no tipo “filme para TV”, porém não agrada quem espera uma produção um pouco mais “preocupada”.


A trama gira em torno do geek Tom (Bill Milner – Son of Rambow) que presencia uma invasão a casa de sua paixão colegial Lucy (Maisie Williams - Game of Thrones). Ele acaba sendo baleado na cabeça e fragmentos de seu smartphone perfuram seu cérebro, adquirindo assim o poder de se conectar a quaisquer aparelhos eletrônicos com a maestria de um super hacker.

As influencias ficam óbvias aqui, o filme se desenrola como um típico filme de herói (O Homem Aranha mais especificamente) e se mescla há um conceito tecnológico moderno muito explorado na cultura pop (algo próximo do game Watch Dogs). Acompanhamos então a jornada como justiceiro digital de Tom e sua busca por vingança, até que as coisas saem de controle.

Talvez o maior problema de iBoy seja a falta de comprometimento com um gênero. Se ora é um filme de super herói adolescente, outra tenta ser um violento filme de denúncia social, mas sem fluidez o que causa estranheza ao espectador que não sabe bem o que esta assistindo. Também há problemas com expectativa, o maior charme do filme sem duvidas é o elenco contar com Maisie Williams, mas que esta em uma atuação superficial e pouco faz jus ao seu trabalho em Game Of Thrones, um infeliz desperdício de talento. Por fim temos a previsibilidade do roteiro que parece seguir um passo a passo e não traz nada original.



iBoy é um filme genérico e pouco profundo, que pode agradar um publico mais descompromissado, mas é extremamente esquecível e pouco carismático.
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