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Entrevista: Bruna Penilhas - Repórter IGN Brasil

“Vídeo Game” -  Talvez só de ler isso, seu coração já bate mais feliz, afinal, games são a diversão para milhões de pessoas ao redor de todo o mundo. Responsável pela maior fatia no mercado econômico mundial, a indústria de vídeo games é um setor regrado não apenas em número, mas em sonhos e pessoas, pessoas como a Bruna Penilhas, que conseguiu transformar sua paixão em profissão

Bruna Penilhas, repórter do IGN Brasil, nos contou um pouco de sua trajetória, rotina de trabalho e desafios diários que enfrenta em sua profissão, muitas vezes causados pelo  simples fato de ser uma mulher falando de vídeo games. 


Quando que os jogos entraram na sua vida?


Bruna: Sempre tive games como meu primeiro hobbie. Lembro de ter pelo menos 5 anos e já estar jogando SNES com o meu tio. Foi ele quem me apresentou aos games, era o único da família próximo de cinema e cultura pop. Sempre jogamos juntos, mas em consoles já um pouco ultrapassados (porque os que tínhamos eram doações do vizinho, hahaha). Quando [eu] chegava no PS2, por exemplo, o PS3 estava quase saindo. Fui crescendo e tomando mais conhecimento do assunto, até conseguir comprar meu primeiro console.


Como foi para você, ainda cursando jornalismo conseguir estagiar no IGN Brasil? E qual foi a sua reação ao saber que seria efetivada?


Bruna: Foi incrível. Tinha trabalhado em um site de games antes do IGN, chamado Selecter, e fazia basicamente as mesmas coisas que fiz depois no IGN. Então minhas expectativas de entrar lá eram grandes. Durante meus dois anos de estágio no IGN, aprendi centenas de coisas essenciais pra a profissão e, desde então, tenho muitas oportunidades incríveis no trabalho. Sempre fui muito grata por estar lá, mesmo ainda fazendo faculdade. Não é nada fácil conseguir um trabalho em jornalismo, seja estágio ou efetivado. A minha efetivação não foi uma surpresa porque houveram conversas antes e era algo previsto para o caminho que eles haviam me colocado. Mas certamente foi o passo mais esperado e importante para mim, porque a efetivação sempre significou abrir portas para mais oportunidades lá dentro e para mais responsabilidades. Então sempre me empolguei com a ideia de ser efetivada, principalmente porque isso significaria a possibilidade de viajar para eventos que sonhava em ir, como a E3.


Você acredita que seja importante para as jogadoras ver uma mulher falando e trabalhando com games?


Bruna: Acho absolutamente importante. Muitas meninas conversam comigo e com a Carol sobre como ter mulheres no mercado são um incentivo para elas e saber disso me deixa muito feliz. Trabalhar com elas e ter amigas que também trabalham no meio é ainda melhor, traz mais segurança e orgulho coletivo. Principalmente porque todas se apoiam quando sofremos ataques virtuais dos leitores masculinos, então só a gente realmente se entende, sabe? É muito especial para quem acompanha e pra quem está dentro do mercado.

Você consegue chegar em casa e ligar um console, ou passa tanto tempo trabalhando com isso que só quer abrir um Excell ou Netflix (melhor opção)?


Bruna: Minha rotina durante a faculdade sempre foi complicada e exaustiva. Não morava em São Paulo, então passava muito tempo no transporte para chegar no estágio. De noite, estava em aula, então jogava muito pouco durante a semana, só no fim de semana mesmo. Agora que estou morando em São Paulo e efetivada, o cenário é... basicamente o mesmo! (hahaha): eu chego em casa e tenho outras tarefas para fazer, então não dá pra ligar o console direto. Quando finalmente tenho a chance de descansar, já estou exausta, mas não culpo o fato de trabalhar com games. Alguns dias da semana estou mais disposta, aproveito e jogo. Mas a jogatina continua concentrada no fim de semana. E na sexta-feira, claro


Como você percebe a visão da indústria em relação ao público feminino?


Bruna: Acredito que a indústria tenha mudado bastante em relação ao público feminino. Muitos estúdios grandes estão atentos à comunidade e mudando posturas, trazendo mais representatividade em seus games. Os jornalistas da indústria também mudaram. Claro que nunca ficará 100% amigável, mas o fato de possuir mais mulheres no mercado é uma prova de que algo mudou para melhor.



Em algum momento você passou por algum tipo de situação que fosse desconfortável ao falar de games?


Bruna: Todo dia. Todo dia me falam que eu não sei nada de games, que eu não sou ninguém, que eu estou aqui somente pela minha aparência. É desconfortável, mas principalmente lamentável. Aprendi a não deixar esses comentários me abalarem e sigo em frente, afinal, eu sei muito bem do que eu sou capaz. Eles não. 


Existe algum jogo que você leva como “o game da minha vida”?


Bruna: Difícil, tem muitos. Mas o primeiro que vem na cabeça é Kingdom Hearts 2, foi muito especial para mim e talvez o que tenha mais me marcado. Não posso deixar de mencionar Super Mario Word porque foi meu primeiro amor, foi a única fita que tive no SNES por muito tempo e jamais enjoei. 


Poderia recomendar algum (ou alguns) jogos para que os leitores do Geek Guia possam aproveitar no feriado?


Bruna: Recomendo corujões insanos de Dragon Ball FighterZ e Overwatch, que está com evento temático. Não dá para cansar desse jogo. Também sugiro o remake de Shadow of the Colussus, clássico que finalmente tive a chance de jogar recentemente. 



Aproveitamos a oportunidade para agradecer a Bruna Penilhas, por toda sua disponibilidade e atenção. Lembramos aos nossos leitores que para conhecer mais do trabalho de Bruna é só seguir suas redes sociais e acessar o IGN Brasil.

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