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Jumanji: Bem-Vindo à Selva - CRÍTICA

Entre adaptações de games para o cinema, Jumanji consegue ser o que nenhum foi


Ah os remakes! Hollywood está tão acostumada em produzir cada vez mais novas versões de "clássicos" que é comum revirar os olhos quando um trailer de algo que já conhecemos, ganha uma nova adaptação cercada de rostos conhecidos, efeitos especiais e a necessidade de atrair um novo público. Entretanto, essa nova aventura na selva consegue, além de referenciar o seu original, fazer com que a dinâmica dos vídeo-games seja mostrada de uma forma assertiva em tela.

Quatro jovens são enviados para detenção por conta de atitudes que quebram as regras de sua escola. E no porão do local, em meio vários itens velhos, um vídeo-game antigo apresenta em tela um jogo chamado Jumanji: Bem-Vindo à Selva. Após cada um escolher um personagem para dar início, todos são transportados literalmente para dentro do aparelho, onde deverão vivenciar as fases do game para enfim poder retornar a vida real.

Jake Kasdan consegue um bom equilíbrio ente cenas de ação, construção de alguns personagens e a dinâmica que o jogo necessita. Não economiza em utilizar bem os elementos que fazem parte do mundo dos games, que são apresentados sem exagero ou levando para um lado mais caricato. Desde as fases, os NPC's (Personagens não jogáveis), as cutscenes, tudo está bem construído, o que torna este Jumanji uma boa homenagem/adaptação vídeo-game, sendo que está baseado, tecnicamente em um livro que fala de um jogo de tabuleiro.

E esta mudança não é prejudicial. O contrário, traz um dinamismo maior até mesmo para a atitude dos personagens e o desenvolvimento da narrativa, ainda que rasa em diversas partes, se completa em expor características da mídia em que os heróis estão. Sendo assim, o fato dos mesmos irem a selva e não a selva tomar conta do mundo real, faz com que senso de perigo e a utilização desta troca de tabuleiro para algo digital totalmente assertiva em seu roteiro.

Logicamente isso não desconfigura a previsibilidade dos fatos e a falta de profundidade de alguns personagens, que tem seus principais dilemas resolvidos em poucos segundo seguidos de piadas que as vezes funcionam e em outros momentos soam como vergonha alheia. Junto a isso, temos uma produção que também peca na utilização de efeitos digitais, talvez esta seja uma referência, mas há sequências que parecem ter saído de um Playstation 2. 

Jumanji: Bem-Vindo à Selva é divertido, aventureiro, consegue cumprir o que se coloca a fazer, desenvolve seus protagonistas, mas acaba escorregando no excesso de piadas e num simples roteiro com uma missão pra lá de piegas. No entanto, recupera o senso de aventura e principalmente fundamenta na sétima arte a possibilidade da utilização dos elementos dos vídeo-games. Se a referência ao original é rápida ou a batida nos tambores as vezes não se encaixam com a proposta de determinadas sequeências em tela, não é essa importância. O que temos é uma película que mostra o que fazer com games no cinema, sendo que sua origem nada há em algo digital.
E não é que apertar o botão do controle ficou melhor do que jogar os dados?! 

Nota: 3,5 (Muito bom)
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