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13 Reasons Why - 1ª Temporada - CRÍTICA

Oi, é Hannah... Hannah Baker... E se você está lendo isso, você precisa assistir 13 Reasons Why.

13 Reasons Why é a mais nova série da Netflix criada por Brian Yorkey, baseada no livro de mesmo nome por Jay Asher, e conta a história de Clay Jensen, um estudante da escola Liberty High que encontra em sua porta um pacote com 13 fitas cassetes gravadas por Hannah Baker, uma colega que cometeu suicídio. Cada fita é endereçada a uma pessoa, e cada pessoa é uma das razões pela qual ela se matou.

A Netflix comprova que não tem medo de lidar com assuntos delicados: suicídio, estupro e bullying são transmitidos do jeito mais realista, brutal, forte e desconfortável possível, ao contrário do que outras séries já tentaram e acabaram deixando tudo superficial. Há cortes e takes bem específicos que enaltecem determinadas cenas, causando uma sensação um tanto quanto incômoda.

A fotografia da série é belíssima, utilizando de cores quentes, tons de amarelo e laranja para os momentos no passado, onde Hannah ainda estava viva e cores frias, tons de azul para o presente, onde ela já não se encontra mais. A direção e roteiro estão praticamente impecáveis, Tyler e Carl Franklin, Diana Son e Jessica Yu, Elizabeth Benjamin, Brian Yorkey e Kyle Patrick Alvarez, que escreveram e dirigiram, estes últimos, respectivamente, os episódios 09, 11, 12 e 13 que foram os melhores e mais poderosos da série. Além disso, a trilha sonora é grandiosa e carrega bem as emoções que nos são apresentadas a cada fita.

Assim, temos uma sublime adaptação, poucas são as discrepâncias entre a série e o livro, este que acaba sendo expandido pela mesma criando novas situações para seus personagens que, na obra original, eram secundários, tornando-os centrais da série. A história então é dividida de duas formas: as fitas de Hannah e as consequências que elas e sua morte trazem para todos ao seu redor. Os primeiros episódios alongam bastante esse segundo aspecto, o que pode causar certa confusão em quem acompanha a narrativa, mas passando esses momentos, tudo volta aos eixos e ao ritmo estabelecido, fazendo o tempo entre os dois pontos da narrativa funcionarem.


O elenco é sólido e cheio de ótimas performances, o destaque vai para Katherine Langford que interpreta Hannah. Este é seu primeiro grande papel (tendo atuado em apenas dois curtas antes da série) e ela não desaponta. Langford consegue mostrar felicidade, amor, dor, esperança, desistência, desespero, depressão e o vazio que sua personagem sente ao final da série, apenas pelo olhar. Uma de suas melhores cenas é no episódio 12 onde sua atuação encaixa com maestria a toda a situação, fazendo com que seja desconfortável e difícil de assistir. Nos apegamos tanto à sua Hannah que ficamos torcendo para que tudo seja apenas uma brincadeira e que ela esteja viva.

Outro desempenho é a de Kate Walsh que interpreta Olivia Baker, mãe de Hannah. Walsh nos apresenta uma mãe perdida e que está motivada a buscar respostas para o que sua filha fez. Duas de suas cenas que são de partir o coração de qualquer um: a primeira acontece no jantar com seu marido e ela conversa como se Hannah ainda estivesse viva e a outra, logicamente, quando encontra sua filha morta.
E podemos destacar do elenco também, Alisha Boe (Jessica Davis), Brandon Flynn (Justin Foley) e Justin Prentice (Bryce Walker).

13 Reasons Why é uma série importante e necessária. Difícil e chocante. É um alerta em forma de episódios. Tudo que podemos esperar é que seja assistida com a seriedade que merece, aprendendo uma coisa ou duas, para que, principalmente, não se cometam os mesmos erros de alguns personagens. Pois a principal lição que é deixada, pode ser a de que às vezes pensamos estar no lugar de Hannah, porém nos tornamos um dos treze porquês de alguém.

Nota: 5/5 (F*DA P#A C@RALH*)

PS: Recomendo que assistam o documentário "13 Reasons Why: Beyond The Reasons" onde os atores, diretores e produtores comentam como decidiram o formato de abordar os temas da série.
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